Ataque a casa noturna no Mali mata cinco, incluindo dois estrangeiros
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo do Mali confirmou que um francês e um belga eram os únicos estrangeiros entre os mortos no atentado da noite de sexta-feira (6) a uma casa noturna do centro da capital, Bamaco, e que as outras três pessoas que morreram eram malinesas.
Nove pessoas ficaram feridas, incluindo dois soldados suíços convidados pela ONU para uma missão de estabilização no país. O belga morto era oficial de segurança da União Europeia. Por isso, o ministro das relações exteriores da Bélgica e o presidente da União Europeia disseram que farão de tudo para encontrar os responsáveis.
O ataque envolveu ao menos um atirador mascarado que subiu as escadas até o bar, onde abriu fogo. Ao sair do local, encontrou o cidadão belga, que estava entrando em seu carro, e disparou contra ele antes de fugir. Nenhuma palavra foi dita pelo atacante, segundo as testemunhas.
As mais altas autoridades do país, o presidente e o primeiro-ministro, visitaram o local e classificaram o ataque como "um ato terrorista".
Em comunicado, o governo anunciou que abriu uma investigação para encontrar os culpados "e lhes dar o tratamento que merecem", mas sem fazer alusão à detenção de dois suspeitos, que foi informada por fontes da polícia. O governo "não se deixará intimidar por aqueles que não têm outro fim senão o de afastar o horizonte da paz e da concórdia entre os malineses", diz o comunicado, sem apontar os possíveis autores do atentado.
Além disso, o chefe da missão da ONU no Mali (Minusma), Mongi Hamdi, pediu ao governo que encontre os culpados "o mais breve possível", e confirmou que dois dos feridos trabalhavam para a Minusma no serviço de desativação de minas.
As autoridades da Suíça confirmaram neste sábado que dois militares suíços ficaram feridos com gravidade no atentado. Ambos "estão em estado crítico", informou o Ministério da Defesa do país europeu, que não deu mais detalhes a respeito.
