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Com pouca economia, cresce risco de racionamento em Minas

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PAULO PEIXOTO
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A pouco menos de dois meses para o fim do período chuvoso e depois de um apelo da concessionária que atende a maioria dos municípios do Estado, a população de Minas Gerais economizou somente 7,4% da água fornecida. Com isso, o risco de racionamento no Estado aumenta.
A Copasa pediu, em 22 de janeiro, que a população poupasse 30% da água fornecida. A economia foi um pouco maior na região metropolitana de Belo Horizonte (9,4%), mas também é considerada insuficiente.
A concessionária não estipulou um prazo para informar se o pedido foi ou não atendido, mas considera que o tempo está se esgotando e que a situação continua preocupante.
A média de volume dos reservatórios que abastecem a região metropolitana de BH tem se mantido em cerca de 30% da capacidade.
?A Copasa não trabalha com prazo. O que foi pedido é que se economizasse 30% do consumo de água, em caráter emergencial. Esse pedido ganha mais relevância no atual momento, em que o período de chuvas está acabando?, informou a empresa.
O governador Fernando Pimentel (PT-MG) voltou a falar em possibilidade de racionamento daqui a três a quatro meses, se não houver economia de água e se a quantidade de chuvas em 2015 não superar o volume de 2014.
Sem economia e um pouco mais de chuva, o sistema de abastecimento na região metropolitana de BH entrará em ?colapso?, expressão usada pela Copasa.
Para forçar a economia, Pimentel voltou a falar na cobrança de uma sobretaxa para quem gastar mais. O Estado, segundo ele, aguarda uma autorização da Arsae (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais) para efetuar a cobrança extra.
?Vamos trabalhar para que não haja racionamento. O que estamos propondo é uma sobretaxa para quem gastar acima da média do ano passado. É isso que estamos discutindo com a agência reguladora, e acredito que vamos ter esse instrumento?, disse o governador.
A Copasa é a concessionária de água em 635 dos 853 municípios mineiros e atende 14,9 milhões de pessoas. Na região metropolitana de BH, a população atendida soma 5 milhões.

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