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Perícia paralela da morte de promotor levanta suspeitas sobre assistente

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MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Depois de a ex-mulher do promotor argentino encontrado morto em janeiro, Alberto Nisman, apresentar as conclusões de uma perícia paralela, todas as atenções se voltaram para o técnico em informática Diego Lagomarsino, que trabalhava como assistente do promotor.
Lagomarsino admitiu ter emprestado a Nisman a pistola que efetuou o disparo e disse que esteve com ele duas vezes no sábado, um dia antes de o promotor ser encontrado morto.
A versão de Lagomarsino é de que esteve com Nisman ao anoitecer, mas não especificou o horário do encontro.
A perícia paralela encomendada pela ex-mulher de Nisman, Sandra Arroyo Salgado, concluiu que o promotor provavelmente morreu entre 16h e meia-noite de sábado. A investigação oficial apontava que sua morte teria ocorrido no domingo, por volta do meio-dia.
Em entrevista nesta sexta-feira (6), o novo chefe de gabinete de Cristina Kirchner, Aníbal Fernández, citou Lagomarsino.
"É a hora em que Lagomarsino estava no apartamento [do promotor]", disse ele, referindo-se à provável hora da morte. "A defesa de Lagomarsino deve estar extremamente preocupada com o que disse Arroyo Salgado".
A defesa do técnico em informática não se pronunciou.
Fernández ressaltou que o governo tem interesse na solução do caso mas não participa da investigação. Ainda assim, o chefe de gabinete voltou a especular sobre a hipótese de assassinato.
"Se foi um homicídio, tem que ter sido uma pessoa de conhecimento de Nisman", disse ele, lembrando que a investigação oficial afirma que o corpo do promotor não apresentava sinais de luta.
"Não é provável que um assassino, um matador contratado, vá à casa de uma pessoa que não conhece para matá-la e use uma pistola que não lhe pertence, e que não sabe onde está e se funciona", acrescentou.
Nisman foi encontrado morto no dia 18 de janeiro, em seu apartamento em Buenos Aires. No dia seguinte, o promotor do caso AMIA apresentaria uma denúncia contra Cristina Kirchner e aliados sobre um suposto plano de encobrimento dos suspeitos de um atentado a um centro judaico em 1994.

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