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​Esquema de lavagem de dinheiro era liderado pelo oeste do Paraná, diz PF

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A Polícia Federal (PF) informou em entrevista coletiva em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na manhã desta quinta-feira (5), que a operação contra lavagem de dinheito e evasão de divisas (envio ilegal de recursos ao exterior) realizada no PR, RS, SC e SP prendeu 29 pessoas. O esquema era liderado por quatro pessoas com residência fixa no oeste do Paraná: três delas em Foz do Iguaçu e uma em Cascavel. Entre os líderes estavam um professor universitário, um doleiro e um empresário, segundo o delegado-chefe da PF em Foz, Ricardo Cubas Cesar.

O esquema de lavagem de dinheiro teria movimentado em cinco anos - período pelo qual se estendem as investigações - mais de R$ 600 milhões, de acordo com a PF. O grupo investigado utilizava contas bancárias de 87 empresas – a maioria delas fictícias – para receber valores de pessoas físicas e jurídicas de diversos estados interessadas em adquirir mercadorias, drogas e cigarros do Paraguai, ainda de acordo com a PF.

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O delegado Ricardo informou ainda que parte do dinheiro do esquema ilícito era levado para o país vizinho passando pela Ponte da Amizade, principal ligação entre os dois países. "Eles possuíam várias empresas usadas pelo comprador para depositar o dinheiro que deveria chegar ao Paraguai. Quando envolvia pequenas quantias, sacavam em agências bancárias e levavam esse dinheiro fisicamente pela Ponte da Amizade. Quando envolvia quantias maiores, usavam o esquema de dólar-cabo, uma espécie de compensação em que o dinheiro passa de uma mão para outra sem sair do país onde está”, explicou o delegado.

Até as 11h, ainda faltavam ser cumpridas 11 prisões temporárias, uma preventiva e oito mandados de condução coercitiva. Os 68 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. O mandado do Rio Grande do Sul foi cumprido no municípios de Soledade.

O empresário não teve a identidade revelada pela Polícia Federal e estava em um hotel da cidade. As prisões temporárias têm prazo de cinco dias e podem ser prorrogadas pelo mesmo período. Já as preventivas não têm prazo pré-definido. Durante ação, foram apreendidos R$ 62,3 mil, US$ 400 dólares, três carros e uma arma sem registro. Os municípios alvo da operação são: Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Matelândia, Cascavel, Toledo, e Altônia, no Paraná; Joinville, em Santa Catarina; Soledade, no Rio Grande do Sul; e Ribeirão Preto e Monte Aprazível, em São Paulo. Mais de 200 federais e 30 servidores da Receita Federal atuam no cumprimento dos mandados. A PF informou ainda que os investigados eram responsáveis por conferir a aparência lícita a recursos financeiros de origem criminosa e remeter o dinheiro ao Paraguai. Além dessas atividades, para atender às exigências de “doleiros” paraguaios, a organização criminosa também era responsável por transferir parte dos ativos ilícitos para contas bancárias brasileiras controladas por tais “doleiros”.

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