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'Rodízio de água não está descartado, mas é pouco provável', diz Alckmin

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GUSTAVO URIBE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não descartou nesta terça-feira (3) a adoção neste ano de um rodízio de água na Grande São Paulo.
O tucano considerou, contudo, que com a elevação dos níveis dos reservatórios da região metropolitana e as obras emergenciais dentro do cronograma estadual, a probabilidade de implementação de um período de torneiras secas é "muito pequena".
"Não se pode dizer que não vai ocorrer, mas a probabilidade de racionamento é muito pequena. Nós estamos com os reservatórios subindo, temos mais reservas técnicas que não utilizamos e temos obras de aumento da oferta de água dentro do cronograma", disse.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, o tucano lembrou que, até 2001, havia rodízio na Grande São Paulo, sobretudo na zona leste da capital paulista, por falta de capacidade de tratamento e distribuição de água.
"São Paulo sempre teve rodízio, esse é um fato que a gente não lembra. Mas, até 2001, sempre teve rodízio na zona leste e em muitas regiões da cidade de São Paulo. Mesmo que chovesse a cântaros, não tinha água na torneira. e era por falta de capacidade de tratamento e distribuição", explicou.
Nesta terça-feira (3), o nível do sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo, voltou a ficar estável. Sem chuvas, o maior reservatório da região metropolitana opera com 11,7%.
Em reunião com prefeitos do Alto Tietê, na segunda-feira (2), o secretário estadual de Recursos Hídricos de São Paulo, Benedito Braga, reconheceu que não há boas perspectivas de chuvas para os próximos três meses na Grande São Paulo.
Segundo ele, os meses de março, abril e maio deverão ser relativamente secos e não devem reproduzir o volume de chuvas de fevereiro, quando a capacidade do Cantareira subiu de 5% para 11,4%.
"O período de março, abril e maio será relativamente seco. Não há boas perspectivas climatológicas para esse trimestre. Essa generosidade de chuvas em fevereiro não deve se repetir", disse.

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