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Caminhoneiro fura bloqueio em rodovia e mata manifestante no Rio Grande do Sul

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O caminhoneiro, Cléber Adriano Machado Ouriques, foi atropelado e morreu na paralisação em São Sepé na manhã deste sábado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, Cléber tentava impedir a passagem de um veículo. O motorista não parou e atingiu a vítima que acabou falecendo na pista.

O acidente ocorreu por volta das 7h, no km 297, e, segundo a PRF, outros manifestantes relataram que o motorista teria passado em alta velocidade, mesmo com o apelo do grupo. O Planalto divulgou uma nota lamentando o falecimento. Leia na íntegra: A Secretaria-Geral da Presidência da República lamenta a morte por atropelamento do caminhoneiro Cléber Adriano Machado Ouriques, na manhã deste sábado, na BR-392, em São Sepé, no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo em que se solidariza com familiares e amigos da vítima, o governo federal reforça o compromisso e a disposição para o dialogo. 

As propostas anunciadas nesta semana em reunião, em Brasília, entre representantes dos caminhoneiros, empresários e governo são o caminho para a normalização das rodovias.  Paralisação Caminhoneiros em protesto contra o aumento do óleo diesel e a inexistência de valor mínimo de frete continuam bloqueando rodovias federais em cinco Estados brasileiros. Ao todo, segundo mais recente levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), até as 7h deste sábado (28) havia 30 pontos de bloqueio, em 17 estradas federais. Santa Catarina e o Rio Grande do Sul estão com 13 pontos de interdição, cada.

Em Santa Catarina, a BR-282 é onde os motoristas têm mais dificuldade de transitar, já que são seis pontos de manifestação: em Maravilha, Xanxeré, Santa Maria do Oeste, Nova Erechim, Palmitos e Ponta Serrada. No Paraná, são seis pontos de bloqueio; em Mato Grosso, cinco; e em Mato Grosso do Sul, um, que começou ontem (27) na BR-163, em São Gabriel D'Oeste. Na quinta-feira (26), quando eram 88 os pontos de interdição, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou multas entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por hora para os caminhoneiros que continuassem obstruindo as estradas.

Antes disso, o governo havia se reunido com representantes da categoria e anunciadoacordo. Pela proposta, o governo prometeu sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem vetos, prorrogar por 12 meses o pagamento de caminhões por meio do Programa Procaminhoneiro e criar, por meio de negociação entre caminhoneiros e empresários, uma tabela referencial de frete. Nesse item, os representantes dos caminhoneiros pediram que o governo atue na mediação com os empresários. Mesmo assim, os protestos não acabaram, porque parte dos manifestantes não concorda com a negociação feita.

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