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Medicamentos terão reajuste de preço menor neste ano, afirma governo

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Medicamentos terão reajuste de preço menor neste ano, afirma governo
Autor Foto: arquivo - Foto: Reprodução

BRASÍLIA, DF - O Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciaram nesta sexta-feira (27) mudanças na forma de cálculo de reajuste do preço dos medicamentos. 

A previsão é que a mudança traga um índice de reajuste abaixo da inflação e menor do que o que seria calculado de acordo com as regras anteriores. Além disso, mais medicamentos devem ter reajuste menor de preço neste ano. 

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Isso ocorre após uma alteração nos fatores que, além da inflação do período, são considerados no cálculo, como a produtividade, o custo dos insumos e, principalmente, a concorrência dentro do setor farmacêutico. 

Com a mudança nos critérios, há uma redução no rol de medicamentos considerados de "maior concorrência" e, assim, sujeitos a maior reajuste - de 41,5%, passam a 21,6% do total. 

Entram nessa lista, por exemplo, medicamentos como omeprazol, usado para tratamento de gastrite, e amoxicilina, antibiótico usado para tratar infecções urinárias e respiratórias. 

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OUTROS MEDICAMENTOS 

Em geral, os medicamentos são divididos em três níveis, que recebem diferentes índices de reajuste máximo permitido. Assim, medicamentos de maior custo e com menor concorrência de mercado têm índice menor de reajuste, enquanto os de maior concorrência, considerados mais comuns e cuja indústria tende a manter os preços, têm índice maior. 

Do total de medicamentos, 51,7% devem ter nível de reajuste menor nos preços neste ano por serem medicamentos produzidos por menos empresas e, com isso, menor concorrência no mercado. 

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Antes da mudança no cálculo, 56,8% dos medicamentos estavam nessa lista. São remédios como ritalina, por exemplo, que é usada para tratamento de déficit de atenção e hiperatividade.
Também entram nesse grupo alguns medicamentos oncológicos e usados no tratamento de doenças raras. 

Se por um lado o novo cálculo diminui o número de medicamentos sujeitos a maior e menos reajustes nos preços, a fórmula aumenta o número daqueles sujeitos a índice de reajuste médio. 

Até então, 1,65% estavam nesse grupo. Agora, eles são 26,7% do total. Entram na lista medicamentos como lidocaína, usado como anestésico e nistatina, usado como antifúngico. 

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O novo cálculo passa a valer a partir de março deste ano, quando os índices devem ser divulgados, de acordo com o Ministério da Saúde. A estimativa inicial é de economia de R$ 100 milhões neste ano às empresas, ao governos e aos consumidores. 

"Isso resultar num desembolso menor na compra de medicamentos, tanto para o consumidor individual, quanto para os provedores do sistema de saúde", afirma o ministro da Saúde, Arthur Chioro. 


INDÚSTRIA 

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Além do impacto ao consumidor com a previsão de menor reajuste nos preços, as mudanças também devem trazer benefícios à indústria, segundo o Ministério da Saúde. 

Isso ocorre porque os fatores utilizados no cálculo dos preços passam a ser divulgados em datas predefinidas, o que dará maior previsibilidade ao mercado. O fator que considera a produtividade, por exemplo, deve ser divulgado em setembro. 

Já os fatores baseados no custo dos insumos e na concorrência do setor passam a ser divulgados 30 dias antes do ajuste e até 60 dias após as empresas entregarem seus relatórios de vendas, respectivamente.

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