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Cristina Kirchner reforça defesa com troca de chefe de gabinete

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Cristina Kirchner reforça defesa com troca de chefe de gabinete
Autor Foto: arquivo - Foto: Reprodução

SÃO PAULO, SP - A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, nomeou nesta quinta-feira (26) o secretário-geral da Presidência, Aníbal Fernández, para substituir Jorge Capitanich como chefe de gabinete. 

A saída de Capitanich era esperada desde o início da semana. Segundo o jornal "La Nación", ele esperava que a presidente o afastasse para poder voltar ao governo da província do Chaco para tentar recuperar a liderança em sua base eleitoral. 

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Para o lugar de Aníbal, a mandatária indicou Eduardo "Wado" de Pedro, um dos principais dirigentes do La Cámpora, principal grupo de apoio ao governo, liderado pelo seu filho, Máximo Kirchner. 

A troca mostra que Cristina deve radicalizar sua defesa no governo nos últimos meses de mandato. A presidente é ameaçada pelos desdobramentos da morte do promotor de Justiça Alberto Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro. 

Nisman acusou a mandatária e outros aliados do governo de encobrir o atentado à Amia (Associação Mutual Israelita Argentina, que deixou 85 mortos em 1994. A retirada das acusações contra os iranianos seria trocada por um acordo comercial. 

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Nesta quinta, o juiz Daniel Rafecas recusou a denúncia de Nisman, mas não apresentou seus argumentos. 


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Aníbal Fernández foi o segundo chefe de gabinete de Cristina, substituindo o hoje opositor e presidenciável Sergio Massa. Entre julho de 2009 e dezembro de 2011, foi um dos principais defensores do governo. 

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Também foi um dos condutores da Lei de Mídia, do projeto Futebol para Todos, o contrato entre a AFA (Associação do Futebol Argentino) e o governo para a transmissão do campeonato local, e a reestruturação da televisão pública no país. 

As três medidas permitiram a criação de uma série de meios de comunicação favoráveis ao governo para fazer contraponto ao Grupo Clarín, principal conglomerado de mídia do país e que começou a se opor a Cristina em 2008. 

Já a chegada de "Wado" de Pedro à Casa Rosada significa uma entrega maior de poder à La Cámpora, que já tem a direção das estatais Anses e Aerolíneas Argentinas e o Ministério de Economia, Axel Kicillof, responsável por negociar com os chamados "fundos abutres".

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