Governo do Rio investiga suspeita de surto de malária na região serrana
DIANA BRITO
RIO DE JANEIRO, RJ - A Secretaria Estadual de Saúde do Rio informou na tarde desta quarta-feira (25) que investiga uma suspeita de surto de malária na região serrana. No total, foram registrados 14 casos da doença só neste ano -três deles na cidade de Miguel Pereira.
Nova Friburgo (2), Petrópolis (2) e Teresópolis (1) também notificaram pessoas com os sintomas da doença. Outros seis casos foram confirmados, mas especialistas ainda investigam a origem da contaminação no Estado.
Segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, o Estado é considerado oficialmente livre da malária há pelo menos duas décadas. Chieppe afirmou que nos últimos três anos foram registrados de sete a oito casos da doença por ano no Rio - bem abaixo dos 14 casos atuais.
"Hoje não tenho evidências para afirmar que há um surto porque eu tenho que corrigir esse número de casos em relação aos anos anteriores e saber se há mudança no padrão de transmissão", afirmou Chieppe.
O superintendente disse ainda que "o Estado registrou 250 casos importados da doença no último ano", ou seja, pessoas que foram contaminadas em outros Estados e vieram para o Rio.
A Secretaria de Saúde não informou quantos casos foram registrados na época em que foi confirmado um surto há cerca de 20 anos. A pasta alerta as pessoas que pretendem visitar as regiões próximas à mata atlântica, devido ao forte calor, que favorece o desenvolvimento do mosquito transmissor.
"Como a transmissão ocorre em ambiente silvestre, a orientação para as pessoas que tenham frequentado áreas de mata atlântica e apresentem quadro febril é para que busquem atendimento médico informando o histórico de viagem para facilitar o diagnóstico e dar início ao tratamento adequado", informou a secretaria, em nota.
A pasta informou também que não há mortes confirmadas e que, até o momento, os casos notificados apresentam a versão branda da doença.
Os sintomas da malária são febre e dores no corpo, principalmente musculares e nas articulações. Com a evolução da doença, o infectado pode apresentar icterícia e ficar com parte dos olhos amarelada.
"Isso não impacta o serviço de saúde. Não há possibilidade de ter uma explosão do vetor porque ele atua somente na mata atlântica. Mas as pessoas que forem para essas áreas devem se proteger usando roupas que cubram mais o corpo ou repelente", destacou Chieppe.
