Mesmo em um pior cenário de chuvas, Sabesp acredita que SP não terá rodízio

SÃO PAULO, SP - A Sabesp acredita que mesmo com baixo nível de chuvas, é possível que São Paulo passe pelo ano de 2015 sem rodízio. A condição para isso, no entanto, é a entrega de uma série de obras que pretendem aumentar a oferta de água na região metropolitana de São Paulo.
A declaração foi feita pelo superintendente metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, antes de sua participação na CPI da Câmara Municipal de São Paulo que investiga o contrato entre a Prefeitura de São Paulo e da Sabesp.
"Hoje estamos com uma situação um pouco mais confortável. Podemos trabalhar com cenários mais otimistas do que tivemos até 1 de fevereiro. [...] Só no final do período chuvoso é que poderemos tomar uma decisão sobre como poderemos passar o período de estiagem", afirmou Massato.
"Se você faz o pior cenário possível, que seja uma vazão inferior a 2013 e 2014, nós conseguiríamos passar o período seco com essas obras", disse. Segundo ele, mesmo com uma entrada de água nos reservatórios 20% abaixo da média de 2013 e 2014, o rodízio estaria suspenso.
O superintendente, no entanto, admitiu que, mesmo com a melhora das chuvas em fevereiro, a situação da crise persiste.
"Nós estamos ainda com uma situação crítica. Nós precisamos recuperar todo o volume morto da 1ª cota. Nós estamos trabalhando em uma situação de contingência de grave crise hídrica".
Segundo dados da Sabesp, já choveu em fevereiro mais do que a média para o mês no sistema Cantareira. Ainda assim, o maior sistema da metrópole, que abastece 6,2 milhões de pessoas opera nesta quarta-feira (25) com 10,8% de sua capacidade, já contabilizando duas cotas de volume morto, que é a porção de água que fica abaixo das tubulações de captação.
Além do nível do reservatório estar baixo, a entrada de água no sistema ainda continua abaixo da média. Neste mês, em média os rios da região descarregam 41,4 mil litros de água por segundo. A média para o mês é de 73,9 mil.
O superintendente afirmou mais uma vez que a Sabesp espera o fim do período chuvoso, que vai até março para decidir se deverá implantar um rodízio na Grande São Paulo.
