Polícia do Rio vai testar armas após suspeita de falha durante ação
BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ - O chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, anunciou nesta terça-feira (24) que as armas de todos os policiais civis serão obrigatoriamente testadas com pelo menos 100 disparos.
A medida foi tomada após a morte do inspetor Thiago Tomé de Jesus, 29, que reagiu atirando a um assalto no último domingo (22). No terceiro disparo realizado pelo policial a arma teria travado e os criminosos o balearam.
Segundo Veloso, até então, os policiais civis testavam a arma somente em treinamentos ou por iniciativa própria em estandes de tiros da instituição.
"Realizei uma reunião com o delegado da Delegacia de Fiscalização de Armas e Explosivos, da academia de polícia e da Coordenadoria de Operações Especiais. Uma força-tarefa será feita com os melhores instrutores para a realização dos tiros. Assim, o policial se sentirá mais seguro", afirmou Veloso.
A informação de que a arma do inspetor morto não teria funcionado foi divulgada pelo titular da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, Marcos Vinícius Fernandes, que investiga a morte do inspetor, morto no bairro Fonseca, em Niterói, região metropolitana do Rio.
Segundo o delegado, uma perícia preliminar apontou uma pane na arma que faz parte de um lote de 1.640 pistolas da Polícia Civil.
Veloso não descarta a possibilidade do lote inteiro estar corrompido, mas irá esperar a conclusão da perícia. "A perícia final irá apontar se a falha é de fabricação da arma ou um desgaste no equipamento. A partir disso, tomarei medidas enérgicas", disse durante a inauguração de uma Companhia de Policiamento de Proximidade, no Grajaú, zona norte do Rio.
