Espanha prende quatro suspeitos de recrutar combatentes para o EI
SÃO PAULO, SP - A Guarda Civil da Espanha prendeu nesta terça-feira (24) quatro suspeitos de envolvimento em uma rede de recrutamento e doutrinamento da milícia radical Estado Islâmico no país. Duas pessoas foram detidas em Melilla e outras duas na Catalunha.
Segundo o Ministério do Interior, os suspeitos de Melilla, cidade espanhola autônoma do norte da África, são acusados de criar e administrar páginas na internet para a difusão de materiais do Estado Islâmico em árabe e traduzido ao espanhol.
Nestas páginas, também eram feitas apologias ao terrorismo e ao martírio, modo como terroristas se referem à morte durante ataques e combates. Os suspeitos também recrutariam mulheres para a facção e realizariam reuniões de iniciação.
O perfil do Facebook da comunidade também é bastante popular com uma multidão de simpatizantes fora da Espanha, como na América Latina e em países como Bélgica, França, Paquistão, Marrocos, Arábia Saudita, Estados Unidos, Turquia e Tunísia.
Alguns dos jovens recrutados já teriam iniciado os preparativos para chegar à Síria e ao Iraque. A Guarda Civil ainda investiga a relação entre os suspeitos catalães e de Melilla, embora ambos sejam acusados de recrutamento de jihadistas pela internet.
Assim como outros países europeus, a Espanha reforçou suas ações desde o ano passado para prevenir que cidadãos espanhóis viajem ao Oriente Médio para aderir a milícias radicais, em especial o Estado Islâmico.
A iniciativa ganhou reforço após os ataques à redação do jornal satírico francês "Charlie Hebdo" em Paris, em 7 de janeiro, e a um mercado kosher, no dia 9 do mesmo mês, que deixaram 17 mortos na capital francesa, no dia 9 do mesmo mês, que deixaram 17 mortos.
Os irmãos Said e Chérif Kouachi, autores do ataque ao periódico, fizeram treinamento no Iêmen e eram apoiados pela Al Qaeda na Península Arábica, enquanto Amedy Coulibaly, que atacou o mercado, se dizia filiado ao Estado Islâmico.
BRASILEIRO
Dentre os aspirantes a entrar no Estado Islâmico presos na Espanha desde o início das operações, no ano passado, está o brasileiro Kaíke Luan Ribeiro Guimarães, 18, que foi detido na Bulgária com outros dois marroquinos em dezembro, quando supostamente tentavam chegar à Síria.
Após ser processado pela Justiça búlgara, ele foi extraditado para território espanhol. Ele nega as acusações e disse que só passaria férias na Turquia.
