EUA apontam enviado para participar de processo de paz na Colômbia
SÃO PAULO, SP - Os EUA decidiram assumir um papel mais direto nas negociações de paz entre o governo colombiano e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) ao nomear nesta sexta-feira (20) um enviado especial para acompanhar o processo.
A Secretaria de Estado nomeou Bernard "Bernie" Aronson, um ex-secretário assistente para assuntos interamericanos.
"Após considerações, o presidente Barack Obama chegou à conclusão de que enquanto houver obstáculos relevantes, uma paz negociada na Colômbia é necessária e é preciso que ajudemos no processo se assim pudermos", afirmou a repórteres o secretário de Estado americano, John Kerry.
Como um aliado da Colômbia, os EUA têm "a responsabilidade de fazer o que puderem para ajudar a Colômbia a alcançar a paz", adicionou Kerry.
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que havia pedido aos EUA em dezembro um papel mais ativo na solução do conflito que já dura cinco décadas, agradeceu o gesto de Obama.
"Nós agradecemos ao presidente Obama e ao seu governo por esse novo gesto e pelo apoio que têm nos dado neste momento decisivo para solucionar o último conflito armado do hemisfério ocidental", afirmou Santos em um comunicado.
O governo de Santos vem negociando com as Farc uma solução para o conflito, que já deixou mais de 220.000 mortos e mais de um milhão de deslocados internos na Colômbia. As conversas vêm acontecendo em Cuba.
Até agora, foram alcançados acordos parciais sobre a participação política de ex-membros das Farc e sobre temas como a reforma agrária e o tráfico de drogas.
O enviado espacial, Aronson, ressaltou a importância das negociações de paz. "Agora as partes devem se resolver, porque as janelas para a paz podem se fechar sem avisos e, por vezes, nunca reabrirem. [...] O povo colombiano está pronto para a paz", afirmou.
