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Polícia prende suspeito de matar mãe e filhos gêmeos em MG

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RIBEIRÃO PRETO, SP - Suspeito de ter assassinado a comerciária Izabella Gianvechio, 22, e seus dois filhos gêmeos - Lucas e Ana Flávia, de dois meses -, Antônio Moreira Pires, o "Pedrão", foi preso na tarde desta quinta-feira (19) em Sacramento (MG) (a 368 km de Belo Horizonte). 

Ele foi apontado como autor dos disparos pelo suposto pai dos gêmeos, o comerciante Matusalém Ferreira Júnior, 48, que está preso desde a última terça-feira (17). 

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Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, "Pedrão" foi preso em uma fazenda no próprio município, após dois dias de buscas. Ferreira Júnior o contratou para matar os três, de acordo com a polícia. 

O crime ocorreu na última quinta-feira (12), quando Izabella se encontrou com Ferreira Júnior. Casado e com filhos, ele relutava em assumir a paternidade dos gêmeos, segundo familiares e amigos da jovem. 

Após se encontrar com ela para supostamente discutir o assunto, o comerciante dirigiu até uma rotatória da cidade mineira e parou o veículo para que "Pedrão" entrasse. 

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O corpo de Izabella foi encontrado no mesmo dia em Aramina (SP), distante 45 quilômetros de Uberaba - onde as vítimas moravam - sem documentos. Por isso, e como a cidade paulista não tem geladeira para conservar corpos, ela foi enterrada como indigente. 

A polícia mineira, que já investigava o caso após denúncia da família feita na sexta (13), descobriu que o corpo enterrado em São Paulo era o de Izabella, que foi levado para Uberaba e sepultado no último domingo (15). 

Dois fatores auxiliaram na investigação. O primeiro foi que, numa mensagem de voz enviada via aplicativo WhatsApp para uma amiga, Izabella disse que o comerciante levaria fotos de seus outros filhos para "comparar" e fazer "tudo certinho", em relação ao reconhecimento da paternidade. 

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Pediu ainda para que ela não comentasse o assunto com ninguém. 

O segundo fator foi um vídeo feito por câmeras de segurança que mostra o carro de Ferreira Júnior parando na rotatória para que "Pedrão" embarcasse.

Com mandado de prisão temporária expedido, e sem que as crianças aparecessem, a polícia passou a procurar o comerciante e a divulgar fotos dele, que se apresentou na última terça-feira (17), com um advogado. 

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No mesmo dia, o seu veículo foi encontrado incendiado numa lavoura de café em Pedregulho, também em São Paulo. Ele nega ter tentado "apagar" provas, segundo a polícia. 

Após ser ouvido, ele negou também ser o autor do crime, culpou o comparsa pelas mortes e apontou o local em que os corpos dos gêmeos estavam - também em Aramina, a quatro quilômetros do corpo da mãe.

Admitiu, porém, segundo a delegada Carla Garcia Bueno, ter tido relacionamento com Izabella e disse que era possível ser o pai das crianças. 

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Desde o depoimento do comerciante, "Pedrão" passou a ser procurado em Sacramento. 


MOBILIZAÇÃO 

Até o esclarecimento do caso, familiares e amigos desencadearam uma campanha em redes sociais em busca do paradeiro de Lucas e Ana Flávia, além de divulgar imagens do suposto pai dos gêmeos. 

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Ao menos 50 pessoas foram para a porta da delegacia onde Ferreira Júnior prestou depoimento e o hostilizaram. Na noite de quarta (18), um novo protesto, desta vez com 70 participantes, foi feito em Uberaba. 

Os bebês foram mortos com tiros, de acordo com policiais. Ana Flávia, segundo familiares, ainda apresentava uma marca semelhante a uma coronhada na cabeça. 

Os corpos dos gêmeos foram enterrados na manhã de quarta, sob forte comoção. Devido ao estado de decomposição, houve somente um velório simbólico, de dez minutos, antes do enterro.

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