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Jovem diz que tentou apagar incêndio e salvar vidas em São Gonçalo

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O jovem Leandro Dias, de 29 anos, estava em seu local de trabalho, quando viu um ônibus perder a direção depois de passar por uma curva, bater em um poste e começar a pegar fogo, na manhã de hoje (18), em São Gonçalo, na Grande Rio. Leandro é frentista de um posto de gasolina localizado na pista em frente de onde ocorreu o acidente que deixou oito mortos e pelo menos sete feridos.

“A curva é perigosa e este tipo de acidente acontece. O ônibus estava em alta velocidade. O motorista não teve como desviar do poste, porque tinha um caminhão estacionado. Ele não conseguiu frear, devido ao excesso de  lama. Com a colisão, o transformador do poste caiu e incendiou o ônibus”, disse o frentista.

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Ele contou que tentou, sem sucesso, junto com um colega, apagar o incêndio com a ajuda de um extintor. “Conseguimos salvar três pessoas. Como tinha muita gente e o fogo estava ficando cada vez mais forte, não tivemos como tirar mais ninguém do ônibus. Tiramos um homem, mas não conseguimos salvar sua mulher e a criança. Foi um momento muito difícil para a nós.”

Altero Siqueira, 62 anos, que mora na região há 33 anos, contou que os moradores chamam o trecho da Avenida Getúlio Vargas de “curva do azar”. “Aqui é uma calamidade, devido ao excesso de lama. Existe um bueiro que nunca consegue escoar a água da chuva. Aqui alaga sempre. Esta tristeza vai ficar na memória. Espero que não se repita.”

Segundo o gerente operacional da Viação Mauá, Flávio Giantomaso, o motorista é experiente e o ônibus estava com a manutenção em dia. Ele acrescentou que o acidente foi “atípico”. A empresa, explica Giantomaso, está neste momento, trabalhando na assistência às vítimas.

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