Centro cultural em Copenhague é isolado após carta suspeita
SÃO PAULO, SP - A polícia dinamarquesa isolou a área em torno do centro cultural em Copenhague, onde houve o atentado no sábado, e enviou uma equipe de elite para checar uma carta suspeita.
"A polícia está neste momento em Krudttønden (o centro cultural) após encontrar uma carta suspeita. A situação está sendo investigada", informaram as autoridades em um breve comunicado.
Segundo a imprensa dinamarquesa, funcionários do centro que alertaram os agentes que protegem a área desde o atentado porque a carta continha mensagens vinculadas com os atentados do fim de semana.
No sábado, o atirador invadiu um debate sobre blasfêmia e liberdade de expressão que tinha a presença do artista sueco Lars Vilks, ameaçado por islamitas após desenhar Maomé como um cachorro.
No tiroteio, morreu um cineasta dinamarquês de 55 anos e três agentes ficaram feridos.
O atirador, Omar Abdel Hamid El Hussein, matou horas depois um jovem judeu dinamarquês e feriu dois policiais que faziam guarda diante da sinagoga.
Hussein foi morto quatro horas mais tarde pela polícia ao lado da estação de Nørrebro, no norte da cidade, após responder com tiros aos pedidos para parar.
A ligação entre Hussein e grupos radicais islâmicos não foi confirmada autoridades. O jornal "Ekstra Bladet" informou que, às 15h01 de sábado, El-Hussein compartilhou no Facebook um vídeo onde lia trechos do Alcorão sobre Alá causar terror aos infiéis.
Às 15h24, ele compartilhou no Facebook uma mensagem jurando lealdade a Abu Bakr, que pode significar tanto uma figura histórica, braço direito do profeta Maomé, quanto o líder do grupo Estado Islâmico.
Em novembro de 2013, El-Hussein foi preso após um ataque a facadas no metrô --esfaqueou por diversas vezes um rapaz de 19 anos, na perna e na nádega. Em dezembro passado, foi condenado a dois anos de prisão por agressão com agravantes. Foi libertado em janeiro deste ano.
Durante os meses em que esteve preso, segundo prisioneiros disseram ao jornal "Berlingske", Omar se mostrava cada vez mais radical e dizia ter vontade de se unir ao Estado Islâmico na Síria.
