Blocos no centro lembram falta d'água e 'Carnaval de antigamente'
LÍGIA MESQUITA
SÃO PAULO, SP - Foliões fantasiados de girafas, zebras, aves e touro tomam a calçada na frente do Theatro Municipal de São Paulo. É no local que o bloco Rufos Y Bufos, que tem como tema a Arca de Noé, está concentrado.
O performer Caio, 27, faz as vezes de Noé, segurando um cajado e fantasiado com uns retalhos de pano branco por cima de uma tanga de crochê laranja. ?Que bicharada diferente, amei!?, diz o opera
?A gente decidiu fazer a arca porque tem muita alegoria. E calhou com o problema da falta d?água. E no nosso caso a água virou vinho e os animais são híbridos, com folhas secas, caveiras de boi?, diz Wallace Masuko, 35, designer e um dos organizadores do bloco.
NOSTALGIA
O bloco A Espetacular Charanga do França, criado pelo saxofonista Thiago França, da banda Metá Metá, faz sua estreia no Carnaval paulistano nesta segunda (16).
Mais de 200 pessoas estão acompanhando a concentração na rua Imaculada Conceição, na Santa Cecília.
O bloco conta com cerca de 30 instrumentistas e tocará de marchinhas a Michael Jackson.
Músicos como Romulo Froes e Rodrigo Campos e integrantes do Bixiga 70 fazem parte da plateia da Charanga. ?Nossa ideia era resgatar o Carnaval de antigamente, retomar a rua. E tocar samba?, diz França.
