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Chargista sueco está na mesma lista de alvos que editor do 'Charlie'

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SÃO PAULO, SP - Desde que desenhou o profeta Maomé como um cachorro, em 2007, o artista sueco Lars Vilks, 68, tem sido alvo de inúmeras tentativas de assassinato.
Caso seja confirmada a motivação, o ataque ao evento que promoveu em Copenhague seria apenas a mais recente.
Sua charge foi publicada em um jornal local sueco, com um editorial ressaltando a importância da liberdade de expressão. A publicação desencadeou protestos de muçulmanos na Suécia. Egito, Irã e Paquistão fizeram reclamações formais.
Em janeiro de 2014, uma americana apelidada de "Jihad Jane" foi condenada a dez anos de prisão por um plano para assassinar Vilks. Colleen LaRose viajou para a Europa e localizou Vilks on-line, mas não cometeu o crime.
Em 2013, Vilks e Stéphane Charbonnier, do "Charlie Hebdo", apareceram na lista dos principais alvos da Al Qaeda. Em 2010, dois irmãos suecos de origem kosovar foram presos, acusados de jogar coquetéis Molotov na casa do artista, que não estava lá.
Na mesma semana, Vilks levou uma cabeçada violenta de um homem, enquanto outros também tentavam atacá-lo, durante palestra na Universidade de Uppsala, na Suécia.
Ele estava exibindo um filme de um cineasta iraniano em que dois homens homossexuais se vestiam de Maomé. Vilks tem proteção policial 24 horas por dia. E tinha guarda-costas no sábado, dia do ataque em Copenhague.

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