Escolas de São Paulo encerram desfiles com temas e inspirações semelhantes
GIBA BERGAMIM JR.
LEANDRO MACHADO
SÃO PAULO, SP - A segunda noite de desfiles do sambódromo deixou uma sensação de déjà vu. Muita coisa era parecida com a noite anterior.
Escolas diferentes apresentaram temas parecidos. As agremiações citavam, por exemplo, o mundo da imaginação, o mundo dos sonhos, o mundo lúdico.
Alguns nomes da literatura, como personagens dos romances Peter Pan e Alice no País das Maravilhas apareceram mais de uma vez em escolas como Rosas de Ouro, Gaviões da Fiel e Império da Casa Verde.
Outro tema que se repetiu foi a chuva de granizo que atingiu a passarela do samba no ano passado. A X-9 reprisou a ideia da Rosas de Ouro, que desfilou no primeiro dia e abordou a tempestade. As duas falaram do temporal como motivo de superação.
Entre as escolas com temas mais originais, houve dois destaques: a Vai-Vai e a Mocidade Alegre.
A tradicional escola do Bixiga (centro) homenageou a cantora Elis Regina e arrancou lágrimas da plateia, que chegou a 38 mil pessoas nessa noite. Maria Rita, filha da cantora, participou da comissão de frente da escola.
O samba tinha no refrão parte de uma música eternizada na voz da cantora gaúcha: Maria, Maria. Não havia quem não cantasse.
Tricampeã do Carnaval, a Mocidade homenageou a atriz Marília Pêra e levou a história dos palcos de teatro e do cinema para contar a história dela.
As alas lembravam personagens de filmes com participação da atriz, como uma formada por adolescentes que interpretaram menores de rua, como Pixote.
Porém, o segundo carro teve um pequeno problema. Uma das letras da palavra ?teatro? caiu.
DIAMANTES E FOLIÕES
Gangsteres cercando um carro antigo protegendo um diamante abriram a segunda noite de desfiles de Carnaval no Anhembi.
Os mafiosos compunham a comissão de frente da Unidos de Vila Maria, primeira a desfilar.
Com o enredo ?só os diamantes são eternos na química divina?, a escola comemorou os 60 anos do nascimento da escola.
A Gaviões da Fiel conseguiu apoio de grande parte do público, que balançava bandeiras da escola. A agremiação abordou ?o mágico universo do baralho?. Chamou a atenção a fantasia da bateria: músicos com a roupa do Curinga, personagem da série Batman.
A Império da Casa Verde apostou no ?mundo dos sonhos?. Para isso, homenageou ?sonhadores que deram certo?. Os carros vieram repletos de Bob Marley, Zumbi dos Palmares e Nelson Rodrigues.
A Acadêmicos do Tatuapé, escola da zona leste paulistana, abordou o ouro --?riqueza e ambição?. Um dos destaques foi um carro que representava o garimpo de Serra Pelada.
