Líder tribal iraquiano diz que facção islâmica ganha terreno e prevê colapso
SÃO PAULO, SP - Um líder tribal iraquiano disse neste sábado (14) que os militantes da facção radical Estado Islâmico estão ganhando terreno na província de Anbar e a previsão é a de que as forças iraquianas sofrerão um "colapso em poucas horas" se as forças tribais se retirarem.
Sheikh Naim al-Gaoud, um líder muçulmano sunita da tribo Albu Nimr, pediu mais intervenção dos EUA -incluindo tropas terrestres, armas diretamente para as tribos ou pressão sobre o governo iraquiano para que dê mais poder de fogo às aldeias.
Enquanto autoridades norte-americanas dizem que o EI está na defensiva no Iraque e na Síria, Al-Gaoud diz que definitivamente não é o caso na região em que ele vive
"Em Anbar, estamos perdendo terreno, não ganhando", disse.
Milhares de famílias ficaram sitiadas na cidade de Jubbat al-Shamiya até receberem ajuda, na sexta-feira, de ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA, segundo Al-Gaoud.
Mas ele disse que as tropas iraquianas tinham se retirado da cidade neste sábado (14) quando ela foi atacada pelo EI.
Al-Gaoud prevê que, se os combatentes do grupo extremista islâmico entrar na cidade, haverá um massacre.
A província de Anbar fica perto de Bagdá, a oeste, o que significa que uma vitória do EI na região colocaria os militantes a poucos passos da capital iraquiana.
No local fica a estratégica base aérea de Ayn al-Assad, que foi atacada na sexta-feira.
Falando sobre essa batalha, o porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, disse que de 20 a 25 pessoas atacaram a base, que tem quase 25 quilômetros quadrados.
A maioria dos que realizaram o ataque estava vestindo uniformes militares iraquianos. Eles chegaram à base conduzidos por terroristas suicidas.
"Parece que os militantes [do EI] estão chegando aos limites da base", disse Kirby.
Pelo menos 13 soldados iraquianos morreram no ataque, disse al-Gaoud, que terminou com as forças terrestres iraquianas matando todos os atacantes.
