No Rio, agentes apuram se mototaxista foi morto em blitz policial
BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ - Agentes da Divisão de Homicídios da capital fluminense investigam a morte do mototaxista Diego Algarves, 22, na manhã deste domingo (8), no Complexo do Alemão, zona norte do Rio.
De acordo com testemunhas, um policial militar da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Cruzeiro, comunidade do Complexo, atirou após o jovem não parar em uma blitz.
A perícia de local constatou que a morte do jovem ocorreu por um tiro nas costas e uma cápsula foi encontrada próxima ao corpo. Os agentes que investigam o caso apreenderam as armas que os policias da UPP portavam no momento da abordagem -oito fuzis e dez pistolas- para confrontá-las com o projétil encontrado.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar disse que um inquérito policial militar foi aberto para apurar o caso. No entanto, não informou a versão de defesa dos oito policiais militares para o ocorrido e nem se os mesmos foram afastados do serviço de rua.
Com a morte de Algarves, cerca de 200 moradores realizaram um protesto que foi contido por agentes do Batalhão de Choque com bombas de gás.
