Chuva volta a elevar nível dos principais reservatórios de São Paulo
SÃO PAULO, SP - A capacidade dos seis principais reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo registrou aumento neste domingo (8), após a capital paulista registrar fortes chuvas desde sexta-feira (6).
De acordo com a Sabesp, o Cantareira opera com 5,7% de sua capacidade, após subir 0,1 ponto percentual em relação ao índice de sábado (7).
O sistema abastece 6,2 milhões de pessoas na zona norte e partes das zonas leste, oeste, central e sul da capital paulista e já opera com a segunda cota do volume morto (água do fundo do reservatório que não era contabilizada).
Nos últimos dias, o Cantareira tem se beneficiado das chuvas que atingem a cidade. No mês, o Cantareira acumula 85,6 mm de água.
ALTO TIETÊ
Já o nível do reservatório Alto Tietê, que também sofre as consequências da seca, opera com 12,4% de sua capacidade, após subir 0,3 ponto percentual em relação ao dia anterior. Nos primeiros dias de fevereiro, o sistema acumula 81,7 mm de água.
O sistema abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo. No dia 14 de dezembro, o Alto Tietê passou a contar com a adição do volume morto , que gerou um volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de São Paulo).
DEMAIS SISTEMAS
A represa de Guarapiranga, que fornece água para 5,2 milhões de pessoas nas zonas sul e sudeste da capital paulista, opera com 52,3% de sua capacidade, após subir 1,2 ponto percentual. Até agora, o sistema já acumula 97,2 mm de água.
O reservatório Alto de Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, opera com 32,6% de sua capacidade, depois de ter alta de 0,4 ponto percentual.
Já o sistema Rio Grande, que atende a 1,5 milhão de pessoas, opera com 78,9% de sua capacidade, após subir 0,7 ponto percentual.
O reservatório de Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, opera com 31% de sua capacidade, depois de subir 0,1 ponto percentual em relação ao dia anterior.
A medição da Sabesp é feita diariamente e compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.
CRISE
No sábado (7), em visita a Presidente Prudente (a 558 km de São Paulo), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a terceira cota do volume morto do sistema Cantareira não será utilizada antes do inverno --período que se inicia em 21 de junho e é marcado por poucas chuvas.
Questionado sobre um eventual racionamento na Grande São Paulo, o governador disse apenas que o assunto está sob análise da Sabesp.
Integrantes do governo de São Paulo e da cúpula da Sabesp afirmaram que as negociações em torno da adoção de um rodízio de água avançaram.
Inicialmente, o rodízio ficaria restrito à região abastecida pelo Cantareira.
De acordo com pessoas próximas ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), a intenção é minimizar ao máximo os efeitos de um rodízio na rotina da população, por isso a opção inicial por adotá-lo apenas em um dos seis sistemas que fornecem água para a região metropolitana.
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou projeto de lei que institui uma multa de R$ 1.000 para quem lavar carro ou calçada com água tratada. Fiscais que verificaram obras na cidade deverão acumular essa função. O texto ainda precisa ser aprovado em segunda votação e sancionado prefeito Fernando Haddad (PT).
