Com chuva, nível dos seis principais reservatórios de São Paulo sobe
SÃO PAULO, SP - A capacidade dos seis principais reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo registrou aumento neste sábado (7), após a capital paulista registrar fortes chuvas no dia anterior.
De acordo com a Sabesp, o Cantareira opera com 5,6% de sua capacidade, após subir 0,2 ponto percentual em relação ao índice do dia anterior. O sistema abastece 6,2 milhões de pessoas na zona norte e partes das zonas leste, oeste, central e sul da capital paulista e já opera com a segunda cota do volume morto (água do fundo do reservatório que não era contabilizada).
O Cantareira tem se beneficiado das chuvas que atingem a cidade desde o início de fevereiro. Com a chuva de sexta-feira, o sistema acumulou 5 mm de água. No mês, o Cantareira acumula 85,1 mm de água --o que corresponde a 42,7% do volume esperado para fevereiro (199,1 mm).
ALTO TIETÊ
Já o nível do reservatório Alto Tietê, que também sofre as consequências da seca, opera com 12,1% de sua capacidade, após subir 0,6 ponto percentual em relação ao dia anterior. Nos primeiros dias de fevereiro, o sistema acumula 81,3 mm de água --o equivale a 42,3% da média histórica do mês (192 mm).
O sistema abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo. No dia 14 de dezembro, o Alto Tietê passou a contar com a adição do volume morto , que gerou um volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de São Paulo).
DEMAIS SISTEMAS
A represa de Guarapiranga, que fornece água para 5,2 milhões de pessoas nas zonas sul e sudeste da capital paulista, opera com 51,1% de sua capacidade, após subir 1,3 ponto percentual. Até agora, o sistema já acumula 91,6 mm de água --o que corresponde a 47,6% do volume previsto para fevereiro (192,5 mm).
O reservatório Alto de Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, opera com 32,2% de sua capacidade, depois de ter alta de 1,6 ponto percentual. As chuvas beneficiaram o sistema, que já acumula 54,9% do volume de água esperado para fevereiro (178,9 mm).
Já o sistema Rio Grande, que atende a 1,5 milhão de pessoas, opera com 78,2% de sua capacidade, após subir 1,8 ponto percentual. O sistema acumula 91 mm de água --o que corresponde a 44,2% do volume esperado para fevereiro (206,1 mm).
O reservatório de Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, opera com 30,9% de sua capacidade, depois de subir 0,5 ponto percentual em relação ao dia anterior. O sistema já acumula 27,3% do volume de água esperado para fevereiro (237,8 mm). A medição da Sabesp é feita diariamente e compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.
CRISE
Com a grave crise hídrica, ex-colaboradores da Sabesp na Grande SP vendem sistemas --como um que usa imãs-- e até brocas de dentista para burlar os registros de medição. Desde 2013, polícia abriu 147 inquéritos para apurar crimes praticados por 46 "agentes fraudadores".
Integrantes do governo de São Paulo e da cúpula da Sabesp afirmaram que as negociações em torno da adoção de um rodízio de água avançaram.
Inicialmente, o rodízio ficaria restrito à região abastecida pelo Cantareira.
De acordo com pessoas próximas ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), a intenção é minimizar ao máximo os efeitos de um rodízio na rotina da população, por isso a opção inicial por adotá-lo apenas em um dos seis sistemas que fornecem água para a região metropolitana.
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou projeto de lei que institui uma multa de R$ 1.000 para quem lavar carro ou calçada com água tratada. Fiscais que verificaram obras na cidade deverão acumular essa função. O texto ainda precisa ser aprovado em segunda votação e sancionado prefeito Fernando Haddad (PT).
Como saída para amenizar a crise da água, Alckmin quer usar a água da represa Billings para reduzir os impactos da crise que atinge a Grande São Paulo. Contudo, a represa Billings tem lixo acumulado em diversos pontos e água esverdeada pela proliferação de bactérias.
