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Biografia diz que príncipe Charles quase cancelou casamento com Diana

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LONDRES, REINO UNIDO - O príncipe Charles quase cancelou em cima da hora o casamento com a princesa Diana, e sua mãe, a rainha Elizabeth 2ª, acredita que o Reino Unido não está pronto para tê-lo no trono. 

É o que diz o livro "Charles, The Heart of a King (Charles, o Coração de um Rei)", que chegou na quinta-feira (5) às livrarias britânicas.
A obra foi escrita pela jornalista americana Catherine Mayer, ex-diretora da revista "Time" em Londres.
Além de uma entrevista com Charles, 66, cujos trechos haviam sido publicados na revista, ela afirma ter tido acesso a assessores do palácio Clarence House, residência oficial dele, e pessoas de seu convívio íntimo.
A assessoria do príncipe divulgou comunicado atacando a jornalista. Afirmou que a obra não foi autorizada por ele e negou que a autora tenha tido acesso a funcionários da família real.
Os jornais britânicos publicaram trechos durante a semana, mas com críticas e ressalvas sobre até que ponto a jornalista realmente recebeu informações precisas. Catherine Mayer se defendeu em canais de televisão, entre eles a BBC.
Segundo o livro, de 448 páginas, o príncipe "quase abandonou no altar" a princesa Diana (morta em 1997), com quem se casou em 29 de julho de 1981.
"Eu não posso ir adiante com isso", teria dito a um assessor pouco antes da celebração da união. De acordo com a autora, Charles estava "desesperado" na véspera.
O casal se divorciou em 1996, quatro anos depois de anunciarem a separação. Desde 2005, ele é casado com Camilla Parker Bowles, que teria sido o pivô do rompimento do casal. 

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SUCESSÃO
O livro diz que a rainha Elizabeth 2ª, 88, acredita que os britânicos ainda não estão "prontos" para ter seu filho no papel de rei.
A monarca, que em setembro bate o recorde da rainha Victoria (1837-1901) -cujo reinado durou 63 anos-, estaria preocupada com o "choque" na diferença de estilo.
"Ao definir seu papel como herdeiro, o príncipe tem sinalizado uma redefinição da monarquia, mais atuante mesmo em temas polêmicos. Ele não será um rei em silêncio, não será neutro", diz um trecho do livro.
A biografia afirma ainda que Charles tornou-se depressivo após a morte da rainha Elizabeth, conhecida como rainha-mãe, em 2002, aoS 101 anos.
Diz também que o Clarence House é um ambiente de intrigas e disputa de poder entre os funcionários, algo que seria estimulado pelo próprio príncipe. "Ele acredita que as rivalidades promovem um melhor desempenho", afirma.

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