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Primeiro-ministro será submetido a voto de confiança

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SÃO PAULO, SP - O Partido Liberal da Austrália submeterá na próxima terça-feira (10) a voto de confiança seu principal líder, o primeiro-ministro Tony Abbott. Caso não consiga apoio suficiente, o atual chefe de governo terá que renunciar e será substituído. 

A proposta foi apresentada nesta sexta (6) pelo deputado Luke Simpkins, alegando que os eleitores questionam a liderança de Abbott. Ele citou como exemplo da desconexão do primeiro-ministro com os cidadãos a concessão do título de cavaleiro ao príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth 2ª. 

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Nos últimos dias, aumentaram os rumores no Parlamento australiano, na capital Camberra, de que o chefe de governo seria substituído. Dentre os favoritos para assumir em seu lugar, está o ministro das Comunicações, Malcom Turnbull. 

Em entrevista coletiva, Tony Abbott disse que se unirá com a chanceler australiana, Julie Bishop, para unir forças e entrar com recurso para que o voto de confiança seja recusado, como uma forma de manter a estabilidade do país. 

"Não somos o Partido Trabalhista e não vamos repetir o caos e a instabilidade dos anos trabalhistas", disse o primeiro-ministro, em referência aos adversários políticos. 

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Em 2010, o chefe de governo trabalhista Kevin Rudd perdeu o cargo e a liderança após uma moção de repúdio do seu próprio partido. Em seu lugar, foi eleita Julia Guillard, que foi retirada do comando após nova votação comandada por Rudd em 2013. 

Além da concessão do título ao príncipe Philip, a derrota eleitoral no Estado de Queensland levaram ao aumento da rejeição de Abbott que, segundo as últimas pesquisas, chega a 67%.

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