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Rodízio é a próxima opção se reduzir pressão for insuficiente, diz secretário

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GUSTAVO URIBE
SÃO PAULO, SP - O secretário estadual de Recursos Hídricos de São Paulo, Benedito Braga, afirmou nesta sexta-feira (6) que um rodízio será a primeira opção adotada pela gestão estadual caso a redução de pressão na distribuição de água não se mostre mais efetivo para enfrentar a crise hídrica.
Em palestra a empresários e comerciantes, o secretário reconheceu que há limites para a redução de pressão e que as previsões meteorológicas para os próximos meses "não é das melhores", com poucas chuvas.
"Em uma situação em que a redução de pressão não for capaz, a próxima opção é o sistema de rodízio. Agora, se vai ser implementado amanhã ou depois, não sei. Nós estamos estudando. Nós temos de estar preparados para uma situação difícil", afirmou.
Ele ponderou, contudo, que se os meses de fevereiro e de março forem chuvosos, não faz sentido a adoção de um rodízio de água. "Se tivermos um fevereiro e um março com muita chuva, para que implantar um sistema de rodízio? Para incomodar as pessoas?", questionou.
O secretário participou desta sexta-feira (6) do seminário "A Crise Hídrica e seu Plano de Contingência", na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).
O governo de São Paulo tem discutido nas últimas semanas que abrangência teria um rodízio de água, que poderá ser adotado já em abril. A tese que vem ganhando força é que ele fique restrito à área do sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas.
Na estatal, há técnicos que defendem um racionamento mais amplo, para a região metropolitana, o que pouparia também o sistema Alto Tietê. O tema tem sido discutido em reuniões restritas no Palácio dos Bandeirantes.
O entendimento é que seria preciso reduzir a captação do Cantareira em ao menos mais 5 mil litros por segundo para que ele possa resistir à estação de seca, a partir de maio. Hoje, são retirados 18,5 mil.
RESERVATÓRIOS
Após a cidade de São Paulo registrar o dia mais chuvoso do ano, a capacidade dos seis principais reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo ampliou nesta sexta-feira (6).
Até as 19h desta quinta-feira (5), a média pluviométrica foi de 34,4 mm, superando os 29,8 mm registrados em 7 de janeiro, de acordo com dados do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura.

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