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Partido Podemos é segundo em estimativa de voto, diz estudo

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SÃO PAULO, SP - Uma pesquisa do Centro de Investigações Sociológicas (CIS) da Espanha divulgada nesta quarta (4) aponta que o partido de esquerda Podemos é o segundo colocado na estimativa de voto para a eleição de dezembro, atrás apenas do Partido Popular. 

Com isso, ele superou o Partido Socialista Obreiro Espanhol (Psoe) e tornou-se a primeira agremiação na história do estudo a se colocar entre os dois partidos dominantes da política espanhola desde o fim da ditadura franquista, em 1975. 

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Diferente da intenção de voto, em que se pergunta em quem o eleitor votará, a estimativa de voto é calculada a partir da soma entre quem manifestou voto favorável e uma ponderação feita com respostas dos indecisos. 

Esta ponderação considera tendência política, em quem o entrevistado votou na última eleição, suas visões sobre o governo e a economia, além de outros dados socioeconômicos perguntados pelo instituto. 

Considerando este critério, o Partido Popular, do primeiro-ministro Mariano Rajoy, obteve 27,3% dos votos válidos (excluindo brancos, nulos e abstenções), contra 23,9% do Podemos e 22,3% do Psoe. 

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O quarto colocado é o Esquerda Unida, com 5,2%, seguido pelo centrista União, Progresso e Democracia, com 4,6%. O CIS ouviu 2.485 pessoas em toda a Espanha entre 2 e 12 de janeiro.
No critério de intenção de voto, usado pelos institutos brasileiros como o Datafolha, o Podemos é líder, com 19,3%, a frente do Partido Popular (12,9%) e do Psoe (12,4%). 

Porém, o número de indecisos ainda é de 20,8%, motivo pelo qual o instituto considera a estimativa de voto um dado mais preciso sobre as eleições do fim do ano.
GRÉCIA 

O levantamento foi realizado antes das eleições legislativas na Grécia, em 25 de janeiro, que terminaram com o triunfo do Syriza, outro partido de esquerda que é contrário às medidas de austeridade impostas pelo FMI e a União Europeia. 

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As iniciativas, defendidas principalmente pela chanceler alemã, Angela Merkel, aprofundaram a recessão e o desemprego na Grécia, na Espanha e na Itália, embora tenham tido resultado positivo em outros países em crise, como Portugal e Irlanda. 

Na época, o Podemos também era prejudicado por acusações contra seus líderes, especialmente da relação deles com o ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez e com o atual, Nicolás Maduro. 

Os três principais dirigentes -Pablo Iglesias, Íñigo Errejón e Luis Alegre- fazem parte de um conselho de uma fundação que recebeu 3,7 milhões de euros (R$ 11,47 milhões) por prestar assessoria ao Ministério da Cultura venezuelano durante dez anos.

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Após a vitória do Syriza, porém, cerca de 100 mil pessoas fizeram uma manifestação a favor do partido e contra a austeridade financeira no último sábado (31).

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