Milhares exigem libertação de russa acusada de trair o país
SÃO PAULO, SP - Dezenas de milhares de russos assinaram uma petição exigindo que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, liberte uma mulher detida sob acusações de trair o país, informou o "The Guardian".
Svetlana Davydova foi condenada a até 20 anos de prisão sob acusações de que ela teria entrado em contato com a embaixada ucraniana em Moscou para informar que forças russas estariam se deslocando para a região leste da Ucrânia.
Ela foi detida em 21 de janeiro em sua casa, na região de Smokensk, e mantida sob custódia em uma prisão de alta segurança em Moscou. A Justiça russa afirmou que Dadydova foi detida por conta de "fantasias pessoais" e de "interpretações subjetivas da realidade".
Investigações militares teriam concluído que Davydova passou adiante informações que podem ameaçar operações para fortalecer a fronteira com a Ucrânia.
A petição pela libertação de Dadydova foi assinada por mais de 29.000 pessoas desde sábado (31). Uma cópia do documento foi entregue à Presidência da Rússia.
A petição argumenta que Dadydova não representa risco e não tem um passaporte para fugir do país. Além disso, o documento aponta que ela é mãe de sete filhos, incluindo um bebê de dois meses que ainda está amamentando.
Nesta terça-feira (3), autoridades inesperadamente anunciaram que Davydova pode ser libertada em breve desde que permaneça em sua cidade, de acordo com os seus advogados.
O governo russo afirma que não tem participação ativa no conflito na Ucrânia, embora seja acusado de estimular rebeldes separatistas na região leste do país.
