Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Confrontos por domínio de cidade deixam 13 mortos no leste da Ucrânia

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP - Pelo menos 13 pessoas morreram e 49 ficaram feridas nesta terça-feira (3) no conflito entre soldados do Exército da Ucrânia e separatistas pró-Rússia perto de Debaltseve, na região de Donetsk, no leste do país.
A cidade, que abriga o principal entroncamento ferroviário e rodoviário da região, é assediada pelos insurgentes desde a noite de domingo (1º), horas após o fracasso nas negociações pela retomada do cessar-fogo em Minsk, capital de Belarus.
Segundo testemunhas, os soldados do governo ucraniano e os separatistas trocam disparos de foguetes em bairros da zona rural de Debaltseve. Alguns dos explosivos acabaram atingindo casas de civis em quatro bairros.
O porta-voz da autoproclamada República de Donetsk, Eduard Basurin, disse ao site Novorossiya que oito pessoas morreram e 22 ficaram feridas durante os combates de madrugada. Outros 2.000 deixaram a cidade nos últimos dias.
Por outro lado, o Exército ucraniano afirmou ter sofrido cinco baixas na região nas últimas 24 horas, além de 27 agentes que se feriram. Os combates são intensos em Debaltseve e na vizinha Vuhlehirsk, tomada pelos rebeldes desde a semana passada.
Devido à ofensiva, cerca de 2.000 dos 25 mil moradores da região deixaram suas casas. Debaltseve é uma das últimas áreas controladas pelo Exército ucraniano na região de Donetsk.
Os militares perderam espaço no leste do país desde que os separatistas decidiram lançar uma ofensiva em janeiro, a maior desde o início do cessar-fogo, em setembro, e uma das mais intensas desde o começo do conflito, em abril.
Segundo a Comissão de Direitos Humanos da ONU, 224 civis foram mortos nas últimas três semanas no leste ucraniano, o que fez elevar para 5.358 o número de pessoas mortas nos dez meses de confrontos.
REFORÇO
Na última segunda (2), tanto separatistas quanto o Exército reforçaram a retórica do conflito e convocaram novos combatentes. Os rebeldes chegaram a falar que conseguiriam convocar até 100 mil soldados para combater as forças de Kiev.
O líder separatista de Donetsk, Andrei Zakharchenko, disse que a mobilização começa no dia 9. Analistas, porém, desconfiam da capacidade de aumento das tropas em ambos os lados.
Mesmo assim, Zakharchenko e seu colega de Lugansk, Igor Plotnitski, afirmam estarem dispostos a suspender os combates e retornar as negociações, desde que Kiev substitua seu negociador, o ex-presidente Leonid Kuchma, por alguém que tenha poder de decisão.
"Não queremos sangue. Somos a favor da via negociadora. Exigimos que Kiev se sente à mesa de negociações para chegarmos a um acordo", acrescentou a declaração conjunta dos líderes rebeldes.
Nesta terça (3), a Ucrânia passou a exigir passaporte para a entrada de russos, que antes podiam cruzar a fronteira apenas com a carteira de identidade. Para o governo ucraniano, a medida é uma forma de conter o fluxo de combatentes.
A Ucrânia acusa o governo russo de enviar homens para os combates em Donetsk e Lugansk, o que Moscou nega. Devido a isso, Estados Unidos e União Europeia aplicaram sanções econômicas ao país governado por Vladimir Putin.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV