Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Fiscal que acumulou 55 imóveis é suspeito de atuar na máfia do ISS

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

ARTUR RODRIGUES E LEANDRO MACHADO
SÃO PAULO, SP - Auditor fiscal José Rodrigo de Freitas, 54, é investigado pelo MPE (Ministério Público Estadual) sob suspeita de atuar na máfia do ISS.
A Folha de S.Paulo revelou nesta segunda (2) que Freitas acumulou ao menos 55 imóveis, avaliados em ao menos R$ 20 milhões, e vendeu outros 28 por R$ 11 milhões. Ele é hoje o investigado número 1 da CGM (Controladoria Geral do Município) por enriquecimento ilícito.
Freitas atua desde 1988 na Secretaria Municipal de Finanças, no setor de cadastro dos imóveis. O trabalho dos auditores do setor é, entre outros, calcular os valores base dos imóveis que são usados no cálculo do IPTU e ITBI.
O auditor é investigado criminalmente pelo Grupo de Delitos Econômicos do MPE. De acordo com o promotor Roberto Bodini, que atua no inquérito, ele foi citado no depoimento de um dos fiscais da máfia do ISS, Luís Alexandre Cardoso de Magalhães.
No depoimento, o fiscal (que aderiu à delação premiada) disse que Freitas atuou como intermediário de uma construtura da zona norte. A suspeita é que auditores que faziam esse papel receberiam uma "comissão" da propina para pelas empresas.
O esquema, que causou um prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres municipais, consistia na cobrança de propina de construtoras para a emissão do certificado de quitação do ISS das obras. Após a descoberta da prática, a arrecadação do imposto subiu 75%.
A citação de Freitas na máfia do ISS rendeu a abertura de um inquérito civil, por enriquecimento ilícito. "O objetivo é a verificação da incompatibilidade entre o patrimônio e a renda", disse o promotor Silvio Antonio Marques. "A lei de improbidade permite que a pessoa perca todo o patrimônio só pelo fato de o patrimônio ser desproporcional com a renda que a pessoa tem", acrescentou.
Ele comparou o caso de Freitas ao de Hussain Aref Saab, que acumulou 105 imóveis entre 2005 e 2012, quando era diretor do órgão de aprovação de edificações da prefeitura. Aref teve os bens bloqueados e, só de aluguel dos imóveis, a Justiça recebe R$ 200 mil por mês.
O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que o auditor fiscal e outros que compõem um grupo de 40 investigados por enriquecimento ilícito podem ser afastados e até demitidos. "A receita federal já foi notificada, porque parte deles não declarou os bens para a receita federal, e isso já é grave, e podem ser afastados apenas por isso", disse.
A reportagem não localizou Freitas na noite desta segunda. Na semana passada, ele afirmou à reportagem que seu patrimônio vem de uma composição entre o trabalho como auditor na prefeitura e negociações imobiliárias feitas desde 1990.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV