Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Candidato único, Graziano deve ser reeleito diretor-geral da FAO

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP - O brasileiro José Graziano da Silva, 65, atual diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), será candidato único às eleições do órgão em junho, de acordo com comunicado oficial da organização divulgado neste domingo (1º).
Com o prazo para apresentação de candidaturas encerrado no sábado (31), o governo brasileiro se tornou o único a apresentar um nome e, assim, Graziano deve ser reeleito para novo mandato de quatro anos (2015-2018).
A eleição ocorrerá entre 6 e 13 de junho durante a 39ª Conferência da FAO.
A votação será secreta. O candidato precisará obter maioria simples para ser eleito, e cada país-membro tem direito a um voto; estatutariamente, os diretores-gerais da organização podem permanecer no posto por dois mandatos consecutivos.
Eleito pela primeira vez em junho de 2011, Graziano foi o primeiro latino-americano a ocupar esse cargo nos 70 anos de existência da FAO.
Na ocasião, venceu, com apenas quatro votos de diferença, o então candidato Miguél Ángel Moratinos, ex-ministro das Relações Exteriores da Espanha.
Agrônomo graduado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP e doutorado pela Unicamp, José Graziano da Silva é autor de estudos sobre a questão agrária no Brasil.
Entre 2003 e 2004, atuou no gabinete do então presidente Lula como ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, sendo considerado 'pai' do Programa Fome Zero.
Curiosamente, Graziano tem cidadania tripla: nasceu em Urbana, cidade do Estado norte-americano de Illinois, de pais brasileiros de origem italiana.
REELEIÇÃO PRIORITÁRIA
Em dezembro, seis meses antes das eleições de junho, diplomatas brasileiros foram orientados pelo Itamaraty a reservar tempo em suas agendas e fazer campanha pela recondução de Graziano à direção da FAO.
Embaixadores foram orientados a angariar votos em encontros com ministros da Agricultura e das Relações Exteriores em países em que atuam.
Mesmo dentro de um quadro marcado pela contenção de despesas no Itamaraty, a força-tarefa do governo brasileiro não mediu recursos pela reeleição de Graziano e também montou, em Brasília, uma coordenação com esse propósito chefiada pelo diplomata Julio Cezar Zelner Gonçalves, ex-cônsul-geral em Paris.
Os esforços do governo renderam frutos e, em reunião no dia 28, na Costa Rica, onde a presidente Dilma Rousseff esteve presente e discursou pedindo a retirada do embargo dos EUA a Cuba, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) terminou por apoiar a reeleição do brasileiro.
Em campanha nessa reunião do Celac, Graziano declarou que "erradicar a fome é uma meta ambiciosa, mas não um sonho impossível" e também previu que a América Latina e o Caribe devem erradicar a fome até 2025.
Segundo ele, "este é o primeiro passo para a superação da pobreza extrema e para o desenvolvimento sustentável e inclusivo que queremos".

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV