Secretario diz que não era necessário PM usar bomba de gás no metrô de SP
SÃO PAULO, SP - O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, afirmou nesta sexta-feira (30), em entrevista veiculada pela rádio CBN, que era desnecessário o uso de bombas de gás pela Polícia Militar dentro de uma estação do metrô da zona oeste de São Paulo. Segundo ele, a ação da polícia, ocorrida na última terça-feira (27), está sendo investigada.
O uso das bombas de gás lacrimogêneo dentro da estação Faria Lima aconteceu após a dispersão de manifestantes que participavam do quinto ato organizado pelo MPL (Movimento Passe Livre) contra o aumento das passagens na capital paulista. Após passeata pacífica, um grupo tentou passar pelas catracas do metrô sem pagar, o que motivou a confusão.
Em meio ao tumulto, uma pessoa jogou uma pedra contra os policiais, que reagiram com bombas de gás lacrimogêneo. Pessoas passaram mal e tiveram que ser auxiliadas. O confronto continuou do lado de fora da estação, que teve que ser fechada. Ao menos duas pessoas foram detidas e outras três ficaram feridas.
"Não achei necessária a atuação de lançamento de bombas de gás no metrô, mas eu não está lá presente. Eu vi pelo vídeos que me foram demonstrados. Está sendo apurada a utilização [das bombas de gás] dentro de um espaço confinado, até porque teria sido muito mais fácil a concessionária liberar as catracas. Isso foi solicitado, a PM solicitou para a concessionária, mas a demora acabou gerando o tumulto", afirmou Moraes.
Após o confronto, a corporação afirmou que "manifestantes mascarados, além de impedirem o embarque dos passageiros, dispararam rojões, tacaram pedras e barras de aço contra o efetivo policial-militar e seguranças do metrô, obrigando o uso moderado dos meios necessários para a manutenção da ordem pública e segurança coletiva."
