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Governo anuncia força-tarefa para tentar resolver crise na saúde no DF

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SÃO PAULO, SP - O Ministério da Saúde anunciou na tarde desta segunda-feira (26) a criação de uma força-tarefa para tentar solucionar a crise na saúde pública no Distrito Federal, que teve situação de emergência decretada há uma semana.
A medida faz parte de um acordo de cooperação assinado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o governador, Rodrigo Rollemberg (PSB). A medida prevê uma espécie de intercâmbio de profissionais para suporte técnico.
A ideia é realizar um mapeamento da situação da saúde e apontar soluções. O acordo não prevê liberação de recursos financeiros.
Ainda não há informações de quantos profissionais farão parte da força-tarefa. O trabalho se inicia nesta terça-feira (27).
CRISE NA SAÚDE
O governo do Distrito Federal decretou situação de emergência na saúde pública na última segunda-feira (19). Entre os motivos, estão a falta de 285 tipos de medicamentos e insumos, além de um atraso de R$ 684,1 milhões no pagamento de prestadoras de serviços e remuneração de servidores da saúde.
Outros impasses na saúde são o fechamento de leitos em UTIs e a descontinuidade de prestação de serviços, como radioterapia.
O decreto de situação de emergência vale por 180 dias. Com a medida, o governo pode, por exemplo, comprar medicamentos sem licitação e prorrogar contratos temporários. Nesse período, o governo deve revisar a renegociação de contratos e escalas de trabalho. Profissionais também podem ser remanejados para atendimento de emergências.
Na última semana, a secretaria de saúde do DF desembolsou R$ 10 milhões para compra de remédios e manutenção de unidades de saúde.
Após cinco dias de greve, os médicos retornaram ao trabalho na última quarta-feira (21). A paralisação foi motivada por atraso no pagamento de horas extras, 13º e salários do final de 2014, mas foi considerada ilegal pelo tribunal de Justiça do DF.
Ao todo, o DF possui um efetivo de 34 mil servidores da saúde, dos quais 4,9 mil são médicos.

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