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Manifestantes fazem ato contra crise hídrica na sede do governo paulista

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SÃO PAULO, SP - Um grupo de aproximadamente 15 pessoas fez um protesto na manhã desta segunda-feira (26) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. As informações são da Agência Brasil.

A manifestação foi organizada pela ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e chegou a bloquear parte da avenida Morumbi, na zona oeste de São Paulo. 

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Maria Inês Dolci, coordenadora institucional do ProTeste, defende que o racionamento de água na cidade seja decretado oficialmente pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmim (PSDB).
"Queremos transparência neste processo, que o racionamento seja decretado de forma oficial, porque só assim pode se cobrar a sobretaxa. Estão cobrando uma tarifa adicional, sem instituir oficialmente o racionamento", declarou Maria Inês. 

O governador de São Paulo já discute novo aumento na tarifa de água a partir de abril, quatro meses após o último reajuste. Outra hipótese estudada é o endurecimento da cobrança de sobretaxa para quem gastar mais água. Além disso, o governo paulista já considera utilizar a terceira cota do volume morto do Cantareira. 

De acordo com a advogada da ProTeste, Tatiana Viola de Queiroz, a cobrança da multa pelo desperdício de água é ilegal. "A Associação entrou com ação na Justiça para que o racionamento fosse oficialmente decretado. A tarifa de contingência só pode ser cobrada após a decretação oficial do racionamento, a partir do momento que isso é publicado no Diário Oficial, aí sim, pode cobrar essa multa", disse. "A situação é muito grave e esta falta de atitude do governo é o que tem mais irritado a população", acrescentou.

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