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"Fiquei totalmente em branco", diz pai do refém morto

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Autor O pai de Haruna Yukawa não mostrou a cara na entrevista / Reuters/expresso.sapo.pt - Foto: Reprodução

O pai de Haruna Yukawa, o japonês alegadamente executado pelo Estado Islâmico (EI), disse hoje que ficou sem palavras com a notícia da execução e pediu a libertação do segundo refém, o jornalista Kenji Goto.

"Eu fiquei totalmente em branco", disse Shoichi Yukawa, de 74 anos. Shoichi Yukawa afirmou não ter palavras para expressar a sua dor e pediu desculpas pelos "problemas causados", em declarações à estação pública japonesa NHK.

O pai de Haruna Yukawa, que não mostrou a cara na entrevista, agradeceu ao "Governo japonês e aos outros interessados os esforços realizados para salvar a vida" do seu filho. Num vídeo difundido no sábado na Internet por apoiantes do EI, o segundo refém japonês, Kenji Goto, afirma que o seu companheiro de cativeiro, Haruna Yukawa, foi executado pelo grupo 'jihadista'. 

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, considerou hoje elevada a credibilidade do vídeo que anuncia a execução. "Examinámos atentamente as imagens e as análises continuam, mas, infelizmente, no momento atual, não podemos deixar de dizer que a sua credibilidade é elevada", afirmou o primeiro-ministro na televisão pública NHK.Shinzo Abe apresentou as suas condolências à família do japonês assassinado, Haruna Yukawa, e voltou a exigir a "libertação imediata" do outro refém, o jornalista Kenji Goto, provavelmente capturado pelo Estado Islâmico no final de outubro.

Os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha também condenaram a execução sumária de Haruna Yukawa e exigiram a libertação do jornalista Kenji Goto. Alegadamente os dois reféns conheceram-se na Síria e segundo amigos de Kenji Goto, o jornalista estaria a tentar localizar Haruna Yukawa quando foi sequestrado. 

Viúvo de 42 anos, Haruna Yukawa foi sequestrado em meados de agosto do ano passado, enquanto alegadamente dava apoio logístico a um grupo rebelde implicado na guerra civil síria e rival do Estado Islâmico, sendo que a presença do japonês na região nunca foi totalmente explicada. Kenji Goto, jornalista de 47 anos, tinha-se deslocado ao território sírio controlado pelos extremistas no início de outubro com a intenção de cobrir o conflito no terreno e deveria ter regressado ao Japão no dia 29 do mesmo mês. 

Num vídeo divulgado esta semana, o EI ameaçou matar os dois reféns se o Governo nipónico não pagasse 200 milhões de dólares (172 milhões de euros) no prazo de 72 horas, o qual expirou na sexta-feira.

Fonte: expresso.sapo.pt

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