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Detidos em protesto contra alta da tarifa em São Paulo são liberados

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SÃO PAULO, SP - As oito pessoas que foram detidas no protesto contra o aumento das tarifas em São Paulo desta sexta-feira (23) foram liberadas neste sábado.
O ato, organizado pelo MPL (Movimento Passe Livre), terminou em confronto entre manifestantes e policiais militares no centro da cidade. Dois jovens foram levados ao 78º DP por dano e desacato, enquanto os outros seis foram encaminhados ao 2º DP por colocar a vida ou a saúde de outros em risco, além de lesão corporal e resistência, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
Durante o confronto, quatro agências bancárias, um prédio residencial e o edifício da Fundação para Desenvolvimento da Educação foram depredados na região central.
O repórter Edgar Maciel, do jornal "O Estado de S. Paulo", também ficou ferido durante o confronto entre policiais e manifestantes. Ele foi atingido, aparentemente por estilhaços de bomba na perna, e foi levado a um hospital na região.
O protesto começou por volta das 19h e seguiu pacificamente por diversas vias do centro da capital paulista. A forte chuva na região não impediu que as cerca de 1.200 pessoas, segundo estimativa da PM, continuasse no ato. O MPL estima a participação de 15 mil pessoas.
INÍCIO DO CONFRONTO
Quando o ato estava na rua Conselheiro Crispiniano, a reportagem presenciou a explosão de uma bomba, que desencadeou o confronto entre manifestantes e policiais. A PM disse que apenas reagiu após manifestantes atirarem rojões contra eles.
Foram lançadas dezenas de bombas de gás e efeito moral, enquanto manifestantes revidaram com muitas pedras. Um dos manifestantes feridos teve um sangramento na cabeça.
Durante o confronto, lixo foi espalhado por várias ruas do centro, como a Barão de Itapetininga e avenida São João. Adeptos à tática black bloc, que prega a depredação do patrimônio público e privado como forma de protesto, usaram escudos de madeira para se proteger da PM.
O Movimento Passe Livre já marcou o próximo protesto para terça-feira (27). A concentração será no largo da Batata, próximo à estação Faria Lima, na zona oeste da capital paulista.

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