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Casa Branca demonstra preocupação em relação ao vácuo político

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SÃO PAULO, SP - O governo dos EUA se pronunciou, nesta sexta-feira (23), sobre a renúncia do presidente iemenita, Abdo Rabu Mansur Hadi, e demonstrou preocupação em relação à situação no país e ao combate ao terrorismo no país. 

Segundo o porta-voz da casa Branca, Josh Earnest, os EUA querem continuar sua estreita cooperação de antiterrorismo com o Iêmen e não veem a renúncia do presidente por conta dos ataques de rebeldes xiitas como um sinal de que o Irã ou a Al-Qaeda estejam exercendo controle sobre o país. 

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O presidente iemenita, que era apoiado pelos EUA, renunciou após uma série de ataques de milicianos do grupo xiita Houthi a centros de poder na capital Sanaa. O pedido de renúncia, prontamente rejeitado pelo Parlamento, foi feito pouco depois de o primeiro-ministro do país, Khaled Bahah, fazer o mesmo. 

Segundo Earnest, a filial da Al-Qaeda no Iêmen, a Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP, na sigla em inglês), é a mais perigosa do mundo. 

Os EUA vinham realizando ataques aéreos com drones (veículos aéreos não tripulados) contra posições da rede terrorista no país, com o apoio do presidente Hadi. 

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"Nós trabalhamos junto ao governo de Hadi e certamente queremos continuar nosso trabalho com o governo do Iêmen para realizar esse esforço de combate ao terrorismo", disse Earnest. 


ANSAR ALLAH E AL-QAEDA NO IÊMEN 

Os houthis, que também são conhecidos como Ansar Allah ("Seguidores de Allah", em português), são suspeitos de receberem financiamento do Irã. 

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Segundo Earnest, é "incerto" se o Irã exerce, de fato, algum controle sobre os radicais. 

Embora o grupo xiita tenha um forte discurso antiamericano, é inimigos da Al-Qaeda e tem um histórico de enfrentamentos com essa organização, que é radicalmente antixiita. 

Os houthis são originários do norte do Iêmen e controlam parte da capital Sanaa desde 21 de setembro. A Al-Qaeda, por sua vez, exerce maior influência nas áreas sunitas tribais do país. 

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"O fato de haver instabilidade política no Iêmen não é um indicativo de que a AQAP esteja expandindo sua influência", adicionou Earnest.

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