Associação promete protesto na 'casa de Alckmin' contra falta de água
LÍGIA MESQUITA
SÃO PAULO, SP - "A água está no fim. A nossa paciência também."
É com esta mensagem que a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) está convocando a população de São Paulo para uma manifestação chamada Banho Coletivo na Casa do Governador na próxima segunda-feira (26), à 10h, na porta do Palácio dos Bandeirantes.
Na página do evento no Facebook, em que mais de 108 mil pessoas confirmaram presença, a Proteste ironiza: "O governador Geraldo Alckmin reluta em declarar oficialmente o racionamento de água em São Paulo. Talvez ele não esteja com problemas de água na casa dele". E pede para os manifestantes irem com roupões e toalhas para tomar uma ducha na sede do governo paulista.
A entidade questiona a decisão do governo estadual de cobrar sobretaxa para quem consumir mais água antes de declarar oficialmente o racionamento no Estado. No dia 13 deste mês, a Proteste conseguiu uma liminar na Justiça suspendendo a cobrança pela Sabesp, mas a decisão foi suspensa em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
"Não somos contra a tarifa adicional desde que se institua o decreto oficializando o racionamento. Queremos transparência. O consumidor não é informado sobre quais locais vai faltar água e por quanto tempo", diz a coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci.
A Aliança pela Água, rede de entidades criada para propor soluções a curto prazo e monitorar as respostas do poder público em relação à maior crise hídrica enfrentada pelo Estado, foi convidada para a manifestação, mas não participará.
"O convite foi feito em cima da hora, não deu para nos organizarmos como grupo e estar lá. Mas cada entidade é livre para fazer o que quiser", diz a coordenadora do grupo, Marussia Whately, que avalia a iniciativa da Proteste como ótima. "Na situação atual, qualquer iniciativa que nos tire da inércia é bem-vinda."
