Cristina é livre para mudar de opinião, diz investigadora da morte de Nisman
BUENOS AIRES, ARGENTINA - Viviana Fein, a encarregada do esclarecimento da morte do promotor Alberto Nisman, declarou que Cristina Kirchner "é livre para pensar, como qualquer cidadão", mas que ela se aterá à investigação e ao que vai conseguir descobrir.
A presidente "pode pensar que foi um suicídio, depois pode mudar sua posição, pensar que pode ter sido uma indução ou um homicídio", afirmou no prédio da Promotoria.
A declaração foi feita depois de a presidente publicar em seu site uma carta aberta na qual afirma que Nisman, encontrado morto no domingo (18), não cometeu suicídio e que a morte faz parte de um plano para desestabilizar seu governo.
Em uma carta prévia, Cristina indicava acreditar na hipótese de suicídio.
Fein já declarou que o disparo que matou Nisman foi feito por ele mesmo, apesar de ter dito que não descartava outras hipóteses.
Quando revelou o resultado negativo do exame para rastrear se havia resquícios de pólvora nas mãos do promotor morto que podiam indicar que ele efetuou o disparo, ela usou a palavra "lamentavelmente" para descrever o resultado.
Além da promotora Fein, o caso também é conduzido pela juíza Fabiana Palmaghini. Em seus perfis em redes sociais, essa magistrada publicou críticas ao governo.
A presidente argentina escreveu, no texto que publicou em seu site, que tinha conhecimento dessas críticas.
Além disso, no texto, também acusou a juíza de ter aceitado uma versão de um falso suicídio em um outro caso.
