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Pedido de repatriação de menina sequestrada deve ser julgado em breve

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HELSON FRANÇA
CUIABÁ, MT - O pedido de repatriação da menina Ida Verônica Feliz, 10 --sequestrada em 2013 na casa em que morava com os pais adotivos, em Cuiabá--, deve ser avaliado "o quanto antes" pela 1ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso.
A menina foi localizada pela Polícia Federal na cidade de Cassola, na Itália. Ela estava com os pais biológicos, os principais suspeitos de terem arquitetado o sequestro.
A ação tramita desde setembro. No ano passado, o juiz titular Julier Sebastião da Silva se afastou do cargo para concorrer ao governo de Mato Grosso, o que pode ter contribuído para atrasar o processo. Hoje, o juiz Rafael Caseli, da 8ª Vara da Justiça Federal, acumula funções nas duas varas.
Em 2013, no processo criminal que deu origem ao pedido de repatriação, os pais biológicos da garota, o italiano Pablo Milano Escarfulleri, 48, e a dominicana Élida Isabel Feliz, 37, tiveram a prisão decretada. O pedido para que a menina fosse repatriada teve de ser transferido para a Justiça Federal, por se trata de um sequestro internacional, segundo a Corregedoria de Justiça de Mato Grosso.
A Justiça da Itália irá decidir sobre o destino da criança, que tem cidadania italiana.
Por meio de nota, o Itamaraty informou que acompanha o caso e prestará a assistência devida à família, levando em conta o interesse e o bem-estar dos envolvidos.
A menina foi localizada pela Interpol numa operação conjunta com a Polícia Federal, em Cassola.
No dia 26 de abril de 2013, Ida foi levada à força por um homem armado da casa onde vivia com a família adotiva desde os três meses de vida.
Dias depois do sequestro, a família adotiva afirma ter recebido mensagens dos sequestradores, que ameaçavam matar a menina caso a polícia continuasse a investigar o sequestro. Ainda segundo a família adotiva, a mãe biológica de Ida mandou mensagens dizendo que a criança já se encontrava na Itália.
Os pais biológicos da garota perderam a guarda dela após a abandonarem num quarto de hotel de Cuiabá, quando Ida tinha três meses de vida. Ela foi encontrada pela camareira do hotel, Daniele Siqueira, que a levou para a casa de sua família --que, mais tarde, a adotou.
Élida e Pablo também foram condenados em 2007, pelo crime de tráfico de drogas. Eles são os principais suspeitos de estarem por trás do sequestro de outro filho biológico do qual perderam a guarda devido à condenação.
Em 2010, quando tinha quatro anos de idade, Pietro foi levado da escola onde estudava, em Tubarão (SC). Desde então, o menino não foi mais visto, mas as autoridades acreditam que ele esteja com o casal na Itália.

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