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Manifestantes fazem na zona leste de SP novo ato contra as tarifas

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SÃO PAULO, SP - Manifestantes fazem uma passeata na noite desta terça-feira (20) pela zona leste de São Paulo em um novo ato contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem.

O grupo de cerca de 500 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, se concentrou, ainda no final da tarde, na praça Sílvio Romero, e, por volta das 18h40, saiu em passeata em direção ao largo do Belém. A rua Serra de Bragança estava fechada, por volta das 19h, para a passagem dos manifestantes.

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O ato desta terça foi organizado pelo MPL (Movimento Passe Livre) e é o terceiro promovido desde que as passagens ficaram mais caras, em 6 de janeiro. O valor passou de R$ 3 para R$ 3,50. O preço não subia desde 2011 nos ônibus e desde 2012 no caso dos trens e metrô.

O primeiro ato aconteceu no último dia 9 e terminou confronto, vandalismo e 51 pessoas detidas. O segundo, ocorrido no dia 15, também terminou em confronto e 13 pessoas detidas. Nesta terça, o movimento afirmou que vai intensificar as manifestações, e já marcou outro para a próxima sexta-feira (23).

Antes do início do ato desta terça, o capitão Ubirajara Storai, da PM, disse que não há nenhuma chance do protesto seguir pela Radial Leste, sentido bairro. "O objetivo aqui é evitar o caos urbano", afirmou. 

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O estudante do ensino médio, Heudes Cássio da Silva Oliveira, 17, que é um dos porta-vozes do MPL, afirmou que o movimento espera cerca de 10 mil pessoas nesta terça e criticou a ação da polícia nos dois primeiros atos. "Vocês viram a quantidade de pessoas feridas por estilhaços de bomba (...) enquanto a tarifa existir o movimento vai estar de pé", disse.

Oliveira é o mais jovem entre as "figuras públicas" do MPL, como são definidos pelo movimento os integrantes que falam com os jornalistas. Morador de Embu das Artes, ele milita no movimento na região do Campo Limpo. "Estou na militância desde os protestos de junho de 2013, quando eu tinha 15 anos", disse.

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