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Racionamento atinge 11 cidades da região de Ribeirão Preto

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RIBEIRÃO PRETO, SP - Com a falta de chuvas e o aumento do consumo de água, devido ao calor, moradores de 11 cidades da região de Ribeirão Preto enfrentam racionamento. A lista inclui Cristais Paulista, Barretos, Tambaú, Dobrada, Cravinhos, Jardinópolis, Pirangi, Araras, Casa Branca e Santa Cruz das Palmeiras. 

Santa Rita do Passa Quatro também anunciou a volta da medida --que já fora adotada no ano passado-- a partir de segunda-feira (19). A restrição foi adotada em todo o município. 

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No total, o racionamento, em sistema de rodízio entre os bairros, afeta 334.330 habitantes da região, de acordo com o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Em Tambaú, o período sem água é o maior da região: são 48 horas em racionamento e 16 horas com abastecimento, segundo a prefeitura. 

As chuvas de dezembro e janeiro não foram suficientes para minimizar a seca, por isso a situação tende a ficar pior que a registrada no ano passado, de acordo com Carlos Alencastre, diretor regional do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica). 

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A cidade de Jardinópolis, por exemplo, registrou na segunda (19), pela primeira vez, falta de água na região central. 

O local nunca havia sido afetado pelo problema, segundo Donizete de Souza, diretor do departamento de água e esgoto. 

"As nascentes estão com os níveis baixos e não conseguimos encher os reservatórios", informou. 

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MAIS QUATRO CIDADES 

Em alerta, outros quatro municípios da região também sinalizaram que devem adotar o racionamento de água na próxima semana: Bebedouro, São Joaquim da Barra, Guaíra e Aguaí. 

Gilmar Feltrin, diretor do Saaeb (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Bebedouro), afirmou que os dois reservatórios que abastecem o município registram níveis cerca de 60 centímetros abaixo da medição usual para essa época do ano. 

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O problema de abastecimento se intensificou neste final de semana, quando o volume consumido atingiu 1,7 milhão de litros. 

Já em Guaíra, o Deagua (Departamento de Esgoto de Água de Guaíra) diz que os reservatórios operam no limite de suas capacidades. 

No município, o problema afeta também cerca de 50 agricultores, que necessitam de irrigação para as lavouras. 

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"Se eles irrigarem [as plantações] agora, a cidade vai ficar sem água", disse José Getúlio de Oliveira, diretor do departamento. 


RIO PARDO 

Nesta segunda, o rio Pardo, também na região de Ribeirão Preto, atingiu o nível mais baixo desde o início de sua medição, em 1941. 

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De acordo com o DAEE, o nível medido na bacia hidrográfica era de, somente, 22 centímetros. 

Ainda segundo os dados do órgão, o índice considerado normal para esta época do ano é de 2,5 metros. 

A vazão do rio também alcançou o nível mínimo de 20 mil litros por segundo nesta segunda-feira --a média para esta época do ano é de 300 mil litros. 

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"Estamos num momento crítico. Os níveis estão piores que o ano passado", declarou Alencastre, do DAEE.

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