Líder kirchnerista afirma que suicídio foi causado por 'setor mafioso'
FELIPE GUTIERREZ
BUENOS AIRES, ARGENTINA - O presidente do Congresso argentino, Julian Dominguez, deu uma declaração sobre a morte do promotor Alberto Nisman, que havia denunciado a presidente Cristina Kirchner de fazer um acordo com o Irã para encobrir a culpa de suspeitos iranianos do atentado a um centro de convivência da comunidade judia de Buenos Aires.
"Queremos a verdade e queremos que se esclareçam os fatos. Temos dúvidas, queremos saber qual setor mafioso ainda existe na sociedade levou o promotor a tomar a determinação que ele tomou", disse Dominguez.
Evitando dizer que o promotor se matou, ele repetiu pelo menos três vezes "a decisão que ele tomou" ou "a determinação dele".
O deputado afirmou ainda que há um "setor mafioso" na sociedade argentina e que tem a certeza "de que há setores da inteligência do Estado nacional que são o último reduto no aqui a transparência ainda não chegou".
Ele afirmou que o promotor Nisman antecipou a volta de suas férias para denunciar a presidente Cristina. "Na segunda (12) quando acontece o que comoveu a sociedade francesa, se buscou associar ou gerar um clima na Argentina, [Héctor] Magnetto (diretor-executivo do grupo Clarín) tentou gerar um clima de incerteza" , disse o deputado.
