Netanyahu afirma que protegerá soldados de tribunal internacional
SÃO PAULO, SP - O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu afirmou que a decisão de instalar um Tribunal Penal Internacional (TPI) no país, para investigar possíveis crimes de guerra, é "absurda" e "hipócrita". E acrescentou que não permitirá que nenhum soldado israelense seja julgado nesse TPI.
Ele lançou um ataque frontal contra o tribunal por seu anúncio na sexta-feira (16) de que investigará as atividades de Israel nos territórios palestinos.
Sua posição foi divulgada em comunicado em que afirma ser uma loucura uma democracia como Israel ser acusada, enquanto o "o grupo terrorista Hamas é quem está fazendo as acusações".
Para o primeiro-ministro, o anúncio da procuradora Fatou Bensouda de abrir um exame preliminar para investigar possíveis crimes "dá legitimidade ao terrorismo internacional".
"Não permitiremos que soldados do exército israelense enfrentem (um julgamento) em tribunais internacionais. Quero também dizer que estes passos não nos impedirão de seguir fazendo o necessário para defender o Estado de Israel e seus cidadãos", disse Netanyahu ao abrir neste domingo (18) reunião semanal do Conselho de Ministros.
O anúncio da procuradora do TPI aconteceu duas semanas depois de os palestinos solicitarem sua adesão a este tribunal internacional e reconhecessem sua jurisdição para crimes cometidos a partir de abril do ano passado.
A data foi escolhida para incluir a operação israelense contra Gaza "Limite Protetor", que deixou mais de 2.100 palestinos mortos -a maioria civis e um quarto de crianças, segundo diferentes relatórios internacionais- e 70 israelenses, 64 deles militares.
Netanyahu antecipou que uma das vias para lutar contra a pressão do TPI é "fortalecer Israel", entre outras formas, com a imigração de judeus.
Após o último atentado a um supermercado kosher em Paris, Israel pretende agilizar os trâmites para que judeus da França e de outros países ocidentais possam ser mais rapidamente à "Lei do Retorno" e se radicarem no país como cidadãos.
