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Polícia solta os 13 detidos em protesto contra aumento das tarifas em SP

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SÃO PAULO, SP - A polícia soltou desde a noite desta sexta-feira (16) as 13 pessoas detidas durante um protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e CPTM em São Paulo. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, entre os encaminhados à delegacia estavam suspeitos de desacato e de levarem objetos como pedras e garrafas para a manifestação.
Oito desses manifestantes prestaram depoimento no 78º DP (Jardins) e os outro cinco no 2º DP (Bom Retiro). O número de presos neste protesto foi menor em relação ao do dia 9 deste mês, quando 51 pessoas foram detidas.
Este foi o segundo protesto promovido pelo MPL (Movimento Passe Livre) contra o aumento das tarifas do transporte público na capital paulista. Ele terminou com bombas, corre-corre em frente à prefeitura, no centro.
O ato, que começou na avenida Paulista, seguia pacífico até a sede da gestão municipal, no viaduto do Chá. No local, a Polícia Militar dispersou a manifestação com grande quantidade de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, como mostra o vídeo acima.
A corporação afirma que reagiu a um ataque de rojão lançado por manifestantes. Com as bombas lançadas por PMs, ativistas também atiraram pedras e rojões contra os policiais.
Uma manifestante chegou a ficar desacordada e foi atingida por spray de pimenta por policiais, quando era socorrida. De acordo com o MPL, ao menos cinco ativistas foram levados para o Hospital das Clínicas.
O protesto reuniu 3.000 pessoas, conforme a PM, número contestado pelo Passe Livre, que fala em 20 mil. Segundo o grupo, o ato foi menor que o primeiro, o da sexta (9), quando a corporação calculou 5.000 pessoas e o movimento estimou 30 mil.
Ao fim do protesto, o MPL emitiu nota afirmando que a PM usou "violência desmedida em relação a uma manifestação na qual a maioria das pessoas se manifestava pacificamente". Também a acusou de impedir o acesso de advogados aos detidos.

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