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Manifestantes fecham a av. Paulista em novo ato contra as tarifas em SP

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SÃO PAULO, SP - Manifestantes fecham desde as 17h desta sexta-feira (16) os dois sentidos da avenida Paulista, na região central de São Paulo, em um novo ato contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem. O grupo se concentra na praça do Ciclista e deve sair em passeata, embora o percurso ainda não tenha sido informado. 

O ato desta sexta foi organizado pelo MPL (Movimento Passe Livre) e reunia em torno de 500 pessoas, por volta das 17h50, segundo estimativa da Polícia Militar. O protesto acontecia de forma pacífica e era acompanhado por cerca de mil policiais. 

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O protesto atraiu ativistas da periferia, como os integrantes da ocupação Terra Prometida, na região do M'Boi Mirim. "Estamos apoiando o pessoal que luta pela queda da tarifa. No nosso movimento, todos usam transporte público", disse Gilson Alves Garcia, 31. 

As passagens estão mais caras desde o dia 6 de janeiro, quando passaram de R$ 3 para R$ 3,50. O valor não subia desde 2011 nos ônibus e desde 2012 no caso dos trens e metrô. 

Esse é o segundo ato promovido pelo MPL desde o aumento. Na última sexta (9), o protesto terminou em confronto, vandalismo e 51 pessoas detidas. 

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Após o ato, a PM comparou, em sua rede social, os adeptos da tática "black bloc" (a favor da depredação como forma de protesto) a criminosos da facção PCC. A comparação foi criticada pelo secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, e pelo comandante da PM, coronel Ricardo Gambaroni, que classificou o comentário como "infeliz". 

Apesar da confusão, o ato do dia 9 foi bem menor do que os protestos de 2013, quando uma série de manifestações fez com que os governos estadual e municipal recuassem e desistissem de reajustar os valores.

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