Policial é atropelada em frente ao Palácio presidencial da França
SÃO PAULO, SP - Um carro atropelou e feriu levemente uma policial que fazia a guarda o Palácio do Eliseu, sede do Executivo francês, em Paris, nesta quinta (15), gerando tensão num país que ainda se recupera dos atentados terroristas da última semana.
O incidente, entretanto, não aparenta ter ligações com os ataques e pode ter sido apenas um acidente, disse a polícia parisiense.
O veículo --com quatro pessoas a bordo-- entrou na contramão, não respeitou os pedidos da policial para que parasse e a atropelou, ferindo-a levemente na perna.
A polícia diz que dois dos passageiros foram detidos, enquanto os outros fugiram do local.
A França vive um momento delicado. Forças de segurança estão mobilizados em todo o país para prevenir futuros ataques como os que ocorreram na última semana.
Nesta semana, o presidente François Hollande anunciou que 10 mil ficariam encarregados de proteger 'locais sensíveis', e outros 5.000 , a comunidade judaica.
Além disso, a Justiça francesa já deteve dezenas de pessoas que glorificaram terrorismo ou fizeram comentários racistas e antissemitas na internet.
Na terça (13), o premiê francês, Manuel Valls, disse que o país deve adotar medidas "excepcionais" para conter o terrorismo, mas que nunca devem ser tomadas medidas "de exceção" que ponham em risco o Estado de Direito.
"A uma situação de exceção devem responder medidas excepcionais. Mas afirmo com a mesmo força que nunca devem ser adotadas medidas de exceção que revoguem o princípio do Direito e dos valores", disse em pronunciamento na Assembleia Nacional, câmara baixa do Parlamendo francês.
O terror tomou conta da França na última semana. Em 7 de janeiro, os irmãos Chérif e Said Kouachi invadiram a sede do jornal "Charlie Hebdo", em Paris, e mataram 12 pessoas, entre elas oito jornalistas e dois policiais.
No dia seguinte, em Montrouge, subúrbio parisiense, a policial Clarissa Jean-Phillipe foi morta por Amedy Coulibaly, outro jihadista. Ele reivindicou a morte num vídeo. Na gravação, ainda afirmava ter laços com a milícia radical Estado Islâmico.
No dia 9, Coulibaly fez reféns num supermercado judaico na capital, matando quatro deles.
Tanto os irmãos Kouachi quanto Coulibaly foram mortos quando a polícia interveio, invadindo os locais onde se entrincheiravam. Os irmãos numa gráfica em Dammartin-em-Goële, a noroeste de Paris, e Coulibaly no próprio supermercado kosher. Eles dizem ter feito o ataque a mando da Al Qaeda no Iêmen, braço da rede terrorista na Península Arábica
Nesta semana, o presidente François Hollande anunciou que 10 mil ficariam encarregados de proteger 'locais sensíveis', e outros 5.000 , a comunidade judaica.
No domingo, 3,7 milhões foram às ruas em várias cidades francesas homenagear os 17 mortos, saldo dos ataques.
Na marcha, havia chefes de Estado, autoridades religiosas e de outras organizações supranacionais. Foi o maior protesto da história do país.
