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Justiça do Rio decreta prisão de PMs envolvidos em morte de estudante

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DO RIO DE JANEIRO, RJ - A Justiça do Rio decretou nesta quarta-feira (14) a prisão preventiva dos policiais militares Marcio José Watterlor Alves e Delviro Anderson Moreira Ferreira, envolvidos na morte da estudante Haíssa Vargas Motta.
Haíssa foi morta a tiros em agosto de 2014 durante operação policial registrada pela câmera da própria viatura da PM. As imagens foram divulgadas no último domingo (11) pela revista "Veja".
Segundo nota publicada pelo Tribunal de Justiça do Rio, o Ministério Público não pediu a prisão dos policiais, mas o juiz, Glauber Bitencourt Soares da Costa, da 1ª Vara Criminal de Nilópolis, considerou que o Judiciário deve assegurar às testemunhas a tranquilidade necessária para que compareçam em juízo sem medo.
"Em que pese ter sido noticiado que os réus foram afastados das funções de policiamento ostensivo, certo é que tal circunstância é insuficiente para assegurar a livre colheita da prova. Na espécie, somente a prisão cautelar é que poderá afastar qualquer temor por parte das testemunhas arroladas pelo órgão acusador", afirmou o magistrado.
"As imagens, em juízo preliminar de valor, denotam que inúmeros disparos de arma de grosso calibre foram efetuados na direção de um veículo com cinco jovens, conduta que ceifou a vida da jovem Haíssa Vargas Motta e enlutou uma família inteira", acrescenta.

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