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Sabesp começa a ampliar horário de redução de pressão na Grande SP

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SÃO PAULO, SP - O novo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, anunciou nesta quarta-feira (14) que começou a ampliar o período em que a empresa reduz a pressão da água enviada a todos os bairros da Grande São Paulo atendidos por ela. 

A medida tem como objetivo a redução de consumo nas torneiras e de perdas nas inúmeras falhas nos encanamentos da empresa. Essa é a principal aposta da Sabesp para diminuir o consumo na população, diante da maior crise de abastecimento da metrópole. 

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A medida causa também falta de água, principalmente em locais altos em que o morador não tenha uma caixa d'água capaz de abastecer a família por 24 horas. Na prática, essa ampliação da redução de pressão é o que Kelman vinha chamando de aumento de "sofrimento da população". 

Kelman admitiu que o aumento da tática deverá deixar um número ainda maior de pessoas sem água na torneira. 

Kelman voltou a dizer que não descarta a adoção de racionamento clássico, em que parte da população fique sem abastecimento por parte do dia. 

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Até este quadro, no entanto, a empresa não anunciou grandes medidas, caso as chuvas deste verão não recomponham os níveis dos reservatórios da Grande São Paulo. 

Kelman disse que há a possibilidade de uso de uma terceira cota do volume morto do Sistema Cantareira, que teria 41 milhões de metros cúbicos. 


RACIONAMENTO 

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As declarações foram dadas na primeira entrevista coletiva do presidente da empresa e ocorre no mesmo dia em que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a região já passa por racionamento de água. 

A declaração de Alckmin ocorre após a Justiça proibir a cobrança de sobretaxa para quem consumir mais água do que a média. Na prática, o governador tenta atribuir às agências reguladoras a instituição do racionamento. 

O discurso é o mesmo adotado pela Sabesp e pela Arsesp que entendem que o racionamento na Grande São Paulo está pressuposto uma vez que as agências reguladoras ordenaram a redução de captação de água no Cantareira. "O racionamento já existe", disse o governador. 

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Comentando a decisão da Justiça, Kelman disse que a Justiça não discorda da aplicação da medida, apenas de sua forma. "É uma questão de semântica", disse ele sobre a necessidade de decretação de racionamento, segundo entendimento da juíza Simone Viegas de Moraes Leme, da 8ª Vara da Fazenda Pública. 

O governo do Estado pretende recorrer da decisão judicial que suspendeu a sobretaxa.

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