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Enfermeira é suspeita de matar as filhas e se enforcar no interior de MG

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SÃO PAULO, SP - Encontrada morta em um motel de Itabira (MG), uma enfermeira é suspeita de ter matado as duas filhas por asfixia e, em seguida, se enforcado no suporte para toalhas do quarto. 

Os corpos de Ana Flávia Marques Teixeira, 34, e das duas crianças, de 10 meses e de quatro anos de idade, foram encontrados pela Polícia Militar neste domingo (11). 

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A menina mais velha estava em cima da cama, e a mais nova em um bebê-conforto. No local, havia uma seringa na lixeira e um bilhete de despedida em cima da mesa, no qual se lia: "Meu ex-marido acabou com minha vida e das minhas filhas". Na carta, também havia o número de telefone do pai dela. 

Segundo boletim de ocorrência registrado na Polícia Militar, as três deram entrada no motel às 3h50. Ana Flávia pediu uma caipivodca, um espeto de frango, um suco e um banho de espuma. Também pediu para ser chamada às 17h. 

Nesse horário, uma recepcionista disse ter ligado para o quarto, mas ninguém atendeu. Foi até o local, bateu à porta, mas não houve resposta. Ela olhou, então, pela fresta da porta e viu os pés da enfermeira, imóveis e roxos. 

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A Polícia Civil diz que Ana Flávia tinha problemas com a família do ex-marido. Uma medida restritiva emitida pela Justiça a impedia de se aproximar da sogra e ela havia registrado ocorrência contra a cunhada, por calúnia. 

Em dezembro, depois de perder a guarda da filha mais nova por impedir o pai de ver a criança, a enfermeira desapareceu com as duas meninas. 

Além da despedida escrita em papel, Ana Flávia enviou mensagens de áudio a amigos pelo celular. Nelas, pedia desculpas e dizia que amava as filhas, mas "recebia ameaças" dos parentes do ex-marido de que as crianças seriam colocadas contra ela. 

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O laudo pericial apontou que as crianças morreram por pressão de um objeto macio contra o rosto, como um lençol ou travesseiro. Em seu carro, foi encontrado o vidro de solução oral do calmante Clorazepan. Ela tinha uma marca de seringa no braço, mas as crianças não. 

Responsável pelo caso, o delegado Juliano Alencar aguarda laudo do exame toxicológico das vítimas. Ele conduz entrevistas com os familiares de Ana Flávia e do ex-marido e tenta identificar se a enfermeira tinha problemas psicológicos.

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